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Há seis anos, Ronaldo Fenômeno anunciava o fim da carreira

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Colaborador do Torcedores

Ronaldo,teve uma carreira que poucos jogadores conseguem ter. Ao se aposentar, era o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, ganhou Champions League, Campeonato Espanhol,Copa das Confederações e ter ganhado 3 prêmios de melhor do mundo da FIFA o eterno Fenômeno deu fim aos seus dias de jogador.

Boa tarde a todos. Como vocês devem imaginar, como ouviram falar no final de semana, eu estou aqui hoje para falar que estou encerrando a minha carreira como jogador profissional e dizer que essa carreira foi linda, foi maravilhosa, emocionante.

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Foi assim que Ronaldo iniciou sua última coletiva de imprensa como jogador profissional há seis anos atrás no dia 14 de fevereiro de 2011. Acompanhado de seus dois filhos Ronald e Alex, com lagrimas nos olhos e as palavras o faltavam, faltavam a nós também, afinal era o fim de uma era, todos sabíamos que não haveria outro Ronaldo Fenômeno.

Uma carreira brilhante de luta e superação estavam acabando ali, depois do Corinthians ter sido eliminado precocemente na Pré Libertadores para o Tolima. A eliminação antes da hora foi difícil, mais difícil ainda foi o adeus do jogador que encerrou sua carreira no time alvinegro.

O jogador chegou ao Corinthians em 2009, com ele veio o começo de uma era que deixava para trás a dolorida Série B e dava início a uma série de coisas boas para o Timão, com Ronaldo houve a conquista do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, ambos em 2009.

Antes disso, o fenômeno passou por Milan, Real Madrid,Internazionale, Barcelona e Cruzeiro.

Jogar nos dois maiores clubes da Espanha que também são os maiores rivais e conseguir ser idolatrado nos dois é um feito para poucos, poucos como Ronaldo. No time catalão, foram 49 jogos e 47 gols, enquanto no da capital, no time dos “Galacticos” 177 jogos e 104 gols. Além disso, também atuou por dois times rivais na Itália, com 99 partidas pela Inter e 59 gol, e pelo Milan 20 jogos e apenas 9 gols pois foi interrompido por uma lesão e foi dispensado do time.

Na seleção, o Fenômeno jogou 4 Copas do Mundo: 1994, 1998, 2002 e 2006. Sua primeira aparição pelo Brasil em Copas foi com apenas 17 anos e ele esteve no banco de reservas o tempo todo. Na Copa seguinte, teve uma convulsão antes da final contra a França e o Brasil perdeu a Copa. Porém, em 2002, após sua primeira grave lesão e sem confiança nenhuma, apenas a de Felipão e Ronaldo teve uma atuação tão positiva que lhe rendeu o terceiro prêmio de melhor do mundo da Fifa. Em sua última Copa, o jogador se tornou o maior artilheiro de todas as copas com 15 gols e se despediu da seleção brasileira.

Não só de alegrias foi feita a carreira de Ronaldo, o jogador também passou por tempos difíceis com problemas de graves lesões e com uma doença que o impedia de manter-se em forma, o hipotireoidismo, que ele havia descoberto anos antes mas não revelou para a imprensa por decisão pessoal.

O problema sério com lesões começou em 1999, quando o jogador da Inter teve sua primeira grave lesão, que foi no joelho, um problema que carregou pelo resto de sua carreira. Após voltar aos gramados, em 2002, se lesionou novamente e teve mais 15 meses de recuperação. Por isso, quando chegou a Copa de 2002, Ronaldo tinha as marcas de sua cirurgia e a incerteza de que Ronaldo estaria em campo naquela Copa pelo Brasil.

Já no Real Madrid, não houve uma lesão grave, mas o jogador era constantemente incomodado por seu joelho, o que o impediu de estar presente em algumas partidas.

Em 2008, quando era jogador do Milan, Ronaldo teve outra grave lesão, logo depois, foi dispensado pelo time italiano e voltou ao Brasil. Após treinar no Flamengo e se tratar no departamento médico de lá, foi anunciado pelo Corinthians no final do ano. No Timão, Ronaldo teve problemas com pequenas lesões consecutivas até o fim de sua carreira.

Em sua coletiva de despedida, Ronaldo falou sobre sua decisão de manter o hipotireoidismo em segredo e como isso afetou seu peso e interferiu em sua condição física.

“Tenho tido nos últimos dois anos uma sequência muito grande de lesões, que vão de um lado para o outro, de uma perna para outra, de um músculo pra outro e essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotireoidismo, um distúrbio que desacelera o metabolismo, e que para eu controlar esse distúrbio teria que tomar uns hormônios que não são permitidos no futebol, que seria um doping. Só quero explicar isso no último dia da minha carreira.”

Ao falar do clube paulista, Ronaldo chorou ainda mais e disse que o time foi especial e que não imaginava ter vivido sem o Corinthians, o jogador também se desculpou pela eliminação do time na Pré Libertadores e chegou mais cedo na coletiva para se despedir de todos os outros jogadores do time.

Não me arrependo de nada que fiz, honrei sempre tudo que fiz e foi tudo muito maravilhoso. Vou sentir muita saudade. Não sei como vai ser daqui para a frente. Aquela sensação de jogar, de protagonismo

Seis anos depois, Ronaldo não é mais o maior artilheiro de todas as copas, foi superado por Miroslav Klose na Copa do Mundo no Brasil, o jogador também foi superado em números de Bolas de Ouro por Messi e Cristiano Ronaldo.

Contudo, sempre será lembrado como o Ronaldo Fenômeno, que superou lesões que pareciam insuperáveis e o hipotireoidismo que o mantinha com peso alto, sem que ninguém da imprensa soubesse lutou até o fim e construiu mais do que simples nomenclaturas de artilheiro, construiu uma carreira incontestável, uma história para contarmos a nossos filhos quando nos perguntarem quem foi o grande Fenômeno…