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Mauro Cezar fala de repercussão do “Cucabol”: “Pra mim, foi ótimo”

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Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com

O jornalista Mauro Cezar Pereira, dos canais ESPN, cunhou uma expressão sobre o estilo de jogo do Palmeiras de 2016, comandado por Cuca, que teve muita repercussão na reta final do Brasileirão.

Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, Mauro Cezar comentou sobre o que achou da repercussão que foi dada ao caso.

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“Pra mim, foi ótimo. Foi um momento que muitas pessoas não entenderam. E olha que eu escrevi um post detalhado, ilustrado com vídeos. Alguns colegas não entenderam quando falei sobre o Cucabol. Ele não se originou em um arremesso lateral. Isso se usava muito antes do Cuca. O Levir [Culpi] no Atlético, o Abel Braga com o Ceará no Inter, e o próprio Cuca com o Marcos Rocha no Galo usaram também”, justificou o jornalista.

Na época, Mauro Cezar passou a ser alvo de críticas do técnico Cuca e de parte da torcida do Palmeiras, principalmente pelo fato de que o Verdão se sagrou campeão brasileiro. Mas o título nacional não surpreendeu o jornalista.

“O Cucabol foi uma forma de jogar que o Cuca adotou, de um futebol mais brigado, com uma defesa aguerrida, eficiente na bola parada e com transição em velocidade. Eu encerro o texto no meu blog dizendo que com esse estilo seria possível ser campeão brasileiro e como foi. Mas como conceito de jogo, eu considero pobre”, explicou Mauro.

“Esse é meu papel de criticar quando achar que tem que criticar e de elogiar quando achar que merece elogio. Não vou comentar sempre que o primeiro colocado é bom e o último é ruim. O mais fácil é esse caminho da conveniência. Às vezes o primeiro não joga bem e vence. Essas coisas acontecem”, justificou o jornalista da ESPN.

Mauro Cezar embasa a sua crítica sobre o “Cucabol” até pelo fato de que o Palmeiras escolheu para o seu lugar Eduardo Baptista, notoriamente conhecido por um estilo de trabalho diferente do seu antecessor. “Por que o Palmeiras, quando o Cuca foi embora, não contratou alguém com ideias parecidas a dele. Por que não foi buscar o Vagner Mancini, que tem uma linha parecida? Por que buscou o Eduardo, que tem outra forma de pensar? Provavelmente porque queria que o estilo de jogo fosse alterado”.

Para encerrar, o comentarista da ESPN elogiou a atitude de Cuca de fazer estágio na Europa no seu período sem comandar um clube. “Por que o Cuca quando parou disse que vai Europa, para a Itália, se reciclar? Minha opinião é que ele acha que pode ir além daquilo que fez. Tomara que volte remodelado e com conceitos novos. Nossa obrigação é discutir isso. Não pode ficar com um discurso hipócrita”.

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