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Opinião: boicote na arquibancada, boicote no jogo; São Paulo de 2017 lembra (e muito) o de 2016

Finalmente Osasco Audax e São Paulo fizeram o polêmico “jogo do boicote”. A torcida são paulina fez exatamente o que se esperava: não compareceu a Barueri, local da estréia das duas equipes no Campeonato Paulista, e acertou em cheio na decisão, pois além de ter poupado R$ 100, não viu as falhas defensivas cometidas pela zaga Tricolor, que mais uma vez, sofreu com o ataque do atual vice campeão estadual.

Rodrigo Nascimento
Colaborador do Torcedores.com, amante dos esportes americanos e do automobilismo.

Crédito: Twitter Oficial do São Paulo

O São Paulo foi derrotado na estréia do Campeonato Paulista, nesta tarde de domingo na Arena Barueri, por 4 a 2 pelo Osasco Audax, atual vice campeão da competição. É claro que quando falamos de um clube de menor expressão, como é o caso do Audax, muitos poderiam questionar que o time do ano passado não tem nada a ver com o desse ano, mas quando se trata do time de Osasco, e mais precisamente do técnico Fernando Diniz, este pode ser um erro fatal.

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O Osasco Audax tem uma identidade, um estilo de jogo implantado por Fernando Diniz a mais de quatro anos. Não importa quem está em campo, a idéia é a mesma: toque de bola, valorizar a posse dela para não deixar o adversário criar. Marcar no campo do adversário, mas sem desespero, sem abrir espaços para deixar aqueles que possuem alguma técnica, sair criando.

E assim como no encontro entre as duas equipes no Paulistão do ano passado, o Audax fez quatro gols no São Paulo, que antes do torcedor reclamar do Denis, precisa entender que o goleiro era o Sidão. Mas vamos ser sinceros: Sidão nada poderia fazer. Ele deve ter ficado abismado tanto quanto todos os são paulinos que assistiram os dez primeiros minutos de jogo, e viu a zaga Tricolor fazer bobagem atrás de bobagem, e levar dois gols logo de cara.

O São Paulo 2017 ainda tem muito de 2016. Segue com os mesmos laterais, que já apresentavam dificuldades no ano passado. Rodrigo Caio, que tomou o lugar de Maicon como xerifão da zaga, passou a ser volante nas mãos de Rogério Ceni. Fez muita falta na zaga. E na frente, o time segue dependendo e muito do meia peruano Cueva. Chávez, que não é o atacante fazedor de gols que o Tricolor Paulista precisa, mostrou pelo menos que se falta pontaria na maioria das vezes, sobra vontade. E foi com essa vontade, que marcou dois gols, empatou o jogo e recolocou o time na partida.

Mas, o são paulino que esperava uma virada no segundo tempo, se decepcionou. O Audax se acertou, voltou a tomar as rédeas do jogo, enquanto Chávez cansou e deu lugar a Gilberto, simplesmente anulando o ataque Tricolor. Rogério Ceni não tinha muitas opções, a não ser um batalhão de volantes, que não ajudaram em nada. E o Audax foi para cima, fez mais dois gols, e garantiu os três pontos.

No fim, tivemos boicote da torcida na arquibancada, e boicote da defesa são paulina dentro de campo. Buffarini fez uma partida desastrosa do inicio ao fim, e a sensação é a de que vimos este time com o manto Tricolor antes: sim, me refiro ao time que passou boa parte do Brasileirão 2016 tentando fugir da zona de rebaixamento.

Quanto ao Rogério Ceni, vamos ter calma. Só um louco esperava que ele sozinho fosse fazer esse time ganhar tudo. O São Paulo enfrentou um time que provavelmente, estará entre os oito melhores do Paulistão. Não é hora de condenar o Mito. É preciso que o presidente são paulino deixe a eleição um pouco de lado, e passe a se preocupar de fato com a montagem do elenco deste ano. A partida de hoje expôs as necessidades do elenco. Espero que ele tenha notado…