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Opinião: Muita calma, Baptista não é o novo Cuca do Palmeiras

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Baptista já sente pressão no comando do Palmeiras (Foto: Cesar Grego/Ag Palmeiras/Divulgação)

Que a torcida do Palmeiras é exigente ele já sabia antes de deixar a Ponte Preta e acertar com o alviverde. Que iriam pedir sua cabeça com os primeiros resultados ruins era algo que tinha ciência. Até mesmo que não teriam paciência por ser substituto do excelente trabalho de Cuca, Eduardo Baptista tinha conhecimento. O que ele também sabe, desde que aceitou se transferir para o Palestra Itália, é que jamais será o novo Cuca.

Era isso que todo palmeirense queria. Um novo Cuca. Um novo técnico ídolo. Um novo comandante que chamasse para si a responsabilidade. Um novo treinador que jogasse junto com o time e pulsasse o Palmeiras, assim como era o chefão do Enea.

Baptista não será a reencarnação de Cuca. Ele será o Eduardo Baptista mesmo. Um técnico estudioso, arrojado e moderno, mas não um Alexi Stival.

O que o palestrino não pode esquecer, no entanto, é que ele mesmo queria a cabeça do técnico/ídolo no início de seu trabalho. Foram derrotas seguidas, eliminação da Libertadores e uma equipe que quase ficou fora da fase final do Paulistão.

Foram esses combustíveis que fizeram a promessa de ser campeão Brasileiro fosse feita. E, depois de muita luta e descrédito, o Enea veio.

Este começo, não muito bom, de Baptista tem que ser encarado com tranquilidade e calma. Foram dois jogos oficiais. Uma vitória e uma derrota. Por mais que o elenco é o mesmo e os reforços renomados vieram, ele é novo na gaiola. Precisa conhecer as maneiras de alçar voos com as novas asas que lhe foram dadas.

Se vai dar certo, não dá para saber. Embora acredite muito que irá. Mas é necessário ter calma e aguardar que ele encontre os 11 iniciais favoritos e as apostas a serem colocadas durante os 90 minutos. Não há como julgá-lo sem dar tempo para isso.

Ele foi contratado como técnico jovem e sem experiência necessária. Muitos foram contrários, mas a escolha da diretoria foi essa. É preciso respeitar, aguardar e, principalmente, colocar em mente que não, ele não é o novo Cuca.