Opinião: No Palmeiras, Eduardo Baptista tem que parar de inventar e improvisar

Eduardo Baptista
Credito: Levi Bianco/Getty Images

Técnico contratado para comandar o Palmeiras na temporada 2017, Eduardo Baptista não convenceu os palmeiras, e muito pelo contrário, gera bastante reclamações e pedidos de “volta Cuca”.

Mesmo assim, segue com respaldo da direção do Verdão, mas não pode abusar. Tudo bem querer implantar sua filosofia de jogo como diz desde o dia em que chegou ao clube, mas pra isso não precisa inventar, nem improvisar demasiadamente.

Aliás, não precisa improvisar ninguém, afinal o Palmeiras tem, para quase todos, o melhor elenco do Brasil, com pelo menos duas peças para cada posição. Então, pra que improvisar?

Roger Guedes se destacou pelo lado direito, Dudu no esquerdo, porque invertê-los? Guerra recuado? Thiago Santos e Felipe Melo juntos? Substituir um zagueiro por um atacante em sinal de desespero, e ainda por cima improvisar um volante na defesa ao invés de deixar o zagueiro e apenas tirar o volante?

Pois bem, me parece até ser um técnico promissor, mas tem que parar com essas invenções e improvisos. O Palmeiras não precisa disso, e nesta terça (14), mais um jogador foi improvisado no treinamento: Thiago Martins na lateral.

Porque Eduardo Baptista? O Palmeiras tem diversas opções, tem um elenco recheado de bons jogadores e precisa colocar jogadores fora de posições para atuar? Não precisa!

O time vai começar a caminhar pra frente quando Eduardo Baptista fizer apenas o “arroz com feijão” e utilizar um esquema em que os atletas estejam mais adaptados, sem forçar ninguém a jogar fora de sua posição de origem.

Tanto Roger Guedes na esquerda, Dudu na direita, Thiago Martins na lateral e Thiago Santos na defesa já deram mostras de não dar certo. Deixem os atletas atuar em suas respectivas posições de origem.

Tudo isso se mostra desnecessário e vai apresentar dificuldades em médio prazo no trabalho do treinador.