Opinião: PSG e o massacre tático no Barcelona pela Champions

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Não houve equilíbrio e muito menos um jogo, o PSG massacrou o Barcelona e neutralizou a equipe catalã em todos os minutos do jogo.

As escalações da partida mostravam que teríamos ofensividade nas duas equipes, e a tese foi confirmada a partir do apito inicial. Ambas as equipes adiaram a marcação no início de jogo para neutralizarem os ataques e tentarem longas arrancadas nos contra-ataques. Todavia, com o passar dos minutos, logo percebeu-se a equipe que havia adotado a melhor estratégia.

O Paris Saint Germain estava sendo mais feliz em seu plano de jogo. As linhas defensivas do Barcelona, formada pelos meio-campistas Busquets, Iniesta, André Filipe, e pelos zagueiros, Pique, Umititi, Sergi Roberto e Jordi Alba, estavam sendo facilmente vazadas, em todo o momento do confronto. A falta de Mascherano no sistema defensivo parecia ser bastante sentida, pois os jogadores demonstravam falta de entrosamento nas jogadas.

Aos 15 minutos de jogo, o Barcelona nem mesmo conseguia sair com a bola, e Luis Henrique já demonstrava desespero no banco de reservas. Na sequência infernal, enquanto Neymar sentia dores, Dí Maria marcou o 1º tento do jogo, com uma cobrança de falta perfeita. Naquele momento, o Barça tinha apenas 39% de posse e nenhuma finalização, bem diferente do padrão da equipe catalã.

Mesmo com o gol marcado, a intensidade do PSG foi diminuir apenas a partir dos 25 minutos, momento no qual o Barcelona passou a ter a posse, e ameaçou em alguns (poucos) momentos. Mesmo assim, via-se um time desentrosado em todos os setores. O repórter do Esporte interativo que estava no campo de jogo (Marcelo Bechler), confirmou algo que notava-se na transmissão do jogo; os jogadores do Barcelona não se comunicavam em campo, um clima estranho.

Sentindo isso, o PSG voltou ao modo ofensivo. A marcação-pressão na saída de jogo catalão retornou depois dos 30 minutos, momento em que o Barcelona era facilmente desarmado, inclusive Lionel Messi, que não chutou a gol no 1º tempo inteiro, inclusive Suárez (ainda mais sumido). No trio de ataque, o Neymar era o jogador que mais colaborava com a equipe. Aos 40min de jogo, mais uma jogada bem trabalhada da equipe de Unai Emery e o PSG chegava ao 2-0. A equipe de Paris vencia no físico/posicionamento em todos os lances.

No 2º tempo, o Barcelona tinha que corrigir muitos erros no sistema defensivo e os atacantes teriam que estar mais inspirados, pois o posicionamento e as jogadas foram interessantes. As equipes voltaram ao jogo com os mesmos jogadores, mas o Barcelona apresentava uma proposta diferente e arriscada em busca do empate; todo o sistema defensivo estava com marcação adiantada, buscando impedir a saída de jogo do PSG. Mas, um velho problema persistiu na segunda etapa, a facilidade da defesa ser vazada. Com isso, as ações ofensivas da equipe mandante seguiram oferecendo perigo.

Como citado acima, apesar da mudança de tática, a equipe catalã seguiu sendo dominado taticamente, e seguiu perdendo no físico em todas as disputas de bola. Logo aos 10 minutos, o zagueiro Kurzawa arrancou do campo de defesa, passou pelo meio campo, entregou a bola a Dí maria no campo de ataque, que encerrou com um golaço, deixando Umititi no chão. 3-0.

Minutos depois do gol, o Barcelona fez a sua primeira substituição. Rafael Alcãntara entrou no lugar de um “apagado” André Filipe. No PSG, minutos depois, Dí Maria deixou o campo aplaudido (de forma merecida), para a entrada do Lucas Moura, que contribuiu bem a equipe e teve uma chance de gol, desperdiçada. Aos 25 minutos, Nkunku entrou no lugar de Verratti, e logo depois, Edinson Cavani marcou um golaço para finalizar o massacre tático. 4-0 contra o Barcelona. Nada adiantou a entrada de Raktic no lugar de Iniesta.

O PSG dominou o Barcelona durante todos os 90 minutos de jogos, mais os acréscimos. Não houve resistência. Suárez e Messi foram completamente neutralizados, não finalizaram durante toda a partida. O PSG desarmou 29 bolas, venceu 79,3% de disputas de bola e interceptou 17 jogadas adversárias. Neymar foi o melhor em campo pela equipe catalã por desenvolver as poucas ações ofensivas no jogo. Ao todo, foram 7 finalizações, com somente 1 chute a gol. Para o jogo de volta, no Camp Nou, Luiz Henrique precisará ter a posse, administrar o jogo e derrubar o sistema defensivo do PSG que não deixou o trio MSN atuar na França.

Jogador da Partida: Cavani (PSG).
Fundamental nas ações ofensivas da equipe, bastante participativo e atuante em vários setores do campo.



Apaixonado por esportes e pelo jornalismo. Grande seguidor do futebol, do automobilismo, dos esportes americanos e fã incondicional da NFL.