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Opinião: Se quiser seguir no Palmeiras, Baptista tem que esquecer o esquema 4-1-4-1

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Colaborador do Torcedores

Palmeiras

Crédito: Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Eduardo Baptista realizou sua melhor partida a frente do Palmeiras na temporada 2017, e a imagem que a torcida tem do treinador pode mudar, mas, isso depende do próprio Baptista ao longo da temporada.

Para isso é essencial que siga mantendo o estilo de jogo utilizado na partida frente a Ferroviária, que apresenta qualidades do time campeão brasileiro em 2016. O esquema 4-1-4-1 deve ser esquecido por Baptista, e de preferência, o 4-2-3-1 pode ser mais utilizado, e explico.

Primeiramente é o estilo de jogo que foi campeão brasileiro após 22 anos, e também é a cara da equipe, que valoriza alguns aspectos como, a marcação alta, o meio de campo compacto e a transição rápido da defesa para o ataque. O Palmeiras não pode mudar essa característica, uma das maiores qualidades da última temporada.

O que pode ser feito é manter isso e adaptar, com um aumento da posse de bola, como o fez muito bem contra a Ferroviária, mas, definitivamente, o esquema 4-1-4-1 tem de ser deixado de lado. O Verdão tem uma cara, tem um time entrosado, e isso não pode ser perdido.

Eduardo Baptista percebeu isso, e se quiser permanecer no Palmeiras terá de repensar suas atitudes, e adaptar o seu trabalho ao melhor time do Brasil, que já tem uma cara, e não é um time “novo” e em fase de testes.

Muitos jogos do Palmeiras foram vencidos oriundos de uma blitz nos inícios das partidas, com pressão e marcação alta, que em muitos casos resultam na roubada de bola e em gols logo no início dos jogos, como foi contra a Ferroviária e em boa parte do Brasileirão 2016.

As próximas rodadas mostrarão se Eduardo Baptista assimilou e vai conseguir colocar em prática.