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Relembre polêmicas que envolveram as diretorias da dupla Atletiba

Maior clássico do futebol paranaense, o Atletiba (Atlético Paranaense x Coritiba) marcado para o dia 19/02 não foi realizado por conta de uma inovação: a transmissão via Youtube feita por uma produtora independente e chancelada pelos dois clubes.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: FOTO: FACEBOOK ATLÉTICO-PR

A partida não foi jogada pois, segundo a Federação Paranaense de Futebol, os clubes não credenciaram os profissionais da produtora dentro do prazo estipulado – quarenta e oito horas antes do início do clássico. Os clubes, porém, criticam a decisão da federação.

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A polêmica está no contrato dos direitos de transmissão do Campeonato Paranaense. A dupla AtleTiba não fechou com a Rede Globo de Televisão por discordar dos valores oferecidos – a emissora fez o contrato com os demais times do torneio.

Os dois gigantes do futebol paranaense possuem uma extensa lista de polêmicas que envolvem relações entre diversos poderes. Relembre algumas delas:

Caso Ivens Mendes

Em 1997, Mário Celso Petraglia (então presidente do Atlético Paranaense e atual presidente do Conselho Deliberativo do clube) foi flagrado em conversas telefônicas com o então presidente da CONAF (Comissão Nacional de Arbitragem de Futebo), Ivens Mendes, que pedia R$ 25 mil para a campanha de deputado federal do dirigente mineiro. Em troca, o Furacão poderia ser beneficiado na partida contra o Vasco, válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil de 1997 – o jogo acabou 3×1 para o Furacão e o árbitro Oscar Roberto de Godói expulsou Edmundo, atacante vascaíno.

Por conta do incidente, o Atlético foi suspenso por um ano de competições. Entretanto, a pena foi reduzida e o Furacão começou o Brasileirão do mesmo ano com cinco pontos a menos que os demais times.

Declarações de Alex

Em entrevista ao jornal Lance!, em 2013, o meia Alex, então no Coritiba, declarou que “quem realmente cuida do futebol brasileiro é a Globo” e que “a CBF é apenas uma sala de reuniões”.

A frase foi lembrada pelo meia no último domingo (19), no programa “Resenha ESPN”. Após xingar a federação, ele também lembrou que foi advertido pelo então presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, que teria dito que “certas verdades não deveriam ser ditas”.

Twitter de Mário Celso Petraglia

O ex-presidente atleticano sempre foi conhecido por polêmicas, e em redes sociais não foi diferente. Em sua conta na rede de microblogs (@petragliamc), o dirigente ironizava outros dirigentes atleticanos que são contra suas ideias, brincava com o Coritiba e reclamava da arbitragem.

Após uma derrota do Atlético Paranaense para o Boa Esporte, na Série B de 2012, Petraglia deletou sua conta.

Caso WhatsApp

Atual presidente do Coritiba, o começo do mandato de Rogério Portugal Bacellar foi marcado por um vazamento de mensagens de um grupo de WhatsApp no qual estavam vários diretores do alto escalão do Coxa e até mesmo o então vice-presidente do clube, André Macias.

Com mensagens que versavam sobre críticas pessoais, articulações políticas até mesmo piadas com o distúrbio que Bacellar possui (Mal de Parkinson), o episódio rendeu demissões e mal-estar no time alviverde.

Relação com as torcidas organizadas

A relação de Petraglia com os torcedores organizados atleticanos sempre foi intensa, com muitos mais momentos de ódio que de amor. Mais conhecida organizada do Atlético Paranaense, a Os Fanáticos apoiou publicamente a chapa CAP Gigante (capitaneada por Petraglia) nas eleições de 2011.

Pouco depois, porém, surgiram os primeiros problemas com a Os Fanáticos e também com a Ultras – outra organizada. O rompimento definitivo aconteceu em março de 2016, quando a torcida foi impedida de utilizar materiais e, em alguns casos, até a bateria. Em junho, a diretoria do CAP emitiu nota pedindo o fim das torcidas organizadas, chamando-as de “fim do entretenimento civilizado”.

Ida para o Pinheirão e demolição do Couto Pereira

Em julho de 2016, a diretoria do Coritiba começou a fazer estudos que buscavam a modernização do estádio do clube. Entre os projetos, não estava em pauta apenas a revitalização do Couto Pereira, mas também a ida do Coxa para o Pinheirão (antiga casa do Paraná Clube) ou para uma arena no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

De 2007 para cá, o assunto entrou em pauta algumas vezes. No ano em questão e em 2011, a ideia era erguer uma arena no Pinheirão. Em 2008, cogitou-se uma associação com a construtora WTorre para modernizar o Couto Pereira que incluía até mesmo a cessão dos naming rights para a empresa.