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Relembre quando Rogério Ceni foi proibido de cobrar faltas

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Jornalista Esportivo

Crédito: Divulgação/Facebook Oficial

Em 29 de setembro de 1998, Mário Sérgio, na época treinador do São Paulo, vetou Rogério Ceni de cobrar faltas, pois o queria apenas como goleiro. “Eu cheguei pro Rogério, conversei com ele e falei: Rogério,eu não preciso de um goleiro que bata falta, eu quero um jogador que não deixe a bola entrar”, disse ele.

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Como Rogério não tinha ainda conquistado a nomeação de goleiro artilheiro, essa “história” de o goleiro bater falta, não soava bem aos ouvidos de Mário, segundo ele, era uma atitude desnecessária, tendo França e Dodô no elenco. Outra coisa que não o agradava, era que o goleiro tinha que correr de uma lado para o outro para que pudesse cobrar as faltas, causando assim, um desgaste físico.

Mesmo insatisfeito com a decisão do treinador,Rogério acatou as ordens e deixou de sair da meta tricolor. Para Ceni , até o local da cobrança não o atrapalhava, mesmo assim,agiu como profissional e continuou focado em seu trabalho. Em seu livro, Rogério diz: ” O que eu poderia dizer?(…) Ele mandava, eu obedecia. Chateado pra Caramba(…) Só dos treinos, das dezenas de cobranças diárias, é que não abri mão”.

O período de Mário Sérgio no comando do São Paulo foi curto, em 10 jogos, foram 3 vitórias, 1 empate e 6 derrotas. Apesar de tudo, o assunto era tratado como algo profissional,tanto que Mário guardava uma camisa que Rogério deu a ele de presente quando este saiu do São Paulo com o contrato rescindido pela diretoria são-paulina.

Rogério Ceni é o maior goleiro artilheiro, foram 131 gols( 62 de Falta/69 de Pènalti. Um dos gols mais marcantes na carreira do ex-goleiro foi contra o rival Corinthians, em 2011, o gol foi o de nº100, destancando-se também pela beleza da cobrança, uma das marcas do agora técnico são-paulino na carreira – a eficência em bater faltas de média e curta distâcia.