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Pentacampeão brasileiro de boxe olímpico, Gleison “Mamut” fará sua estréia no boxe profissional contra ex-UFC

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Crédito foto: Facebook oficial Boxing for you

O atleta Gleison Silva de Abreu, também conhecido no mundo da luta como “Mamut”, fará sua estreia no boxe profissional no dia 7 de abril, em Sorocaba, no evento Boxing for You. Seu adversário será o ex-UFC Wagner “Caldeirão” Prado, que também estará fazendo sua estreia no boxe profissional.

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Gleison, de 37 anos, é pentacampeão brasileiro de boxe olímpico, 3º colocado no pan-americano de boxe olímpico no Equador, e 3º colocado no classificatório das Olimpíadas de Pequim, em 2008 na Guatemala. Além disso, tem experiência no Muay Thai, e no MMA, sendo o atual detentor do cinturão da organização sul matogrossense Desafio do Guerreiro.

A equipe do Torcedores.com conversou com o atleta e descobriu um pouco mais sobre sua história, rotina e expectativas.

 

Como foi seu início nas lutas?

Meu início nas lutas foi no muay thai. Meu amigo, que acabou se tornando meu mestre, me encontrou em um evento do antigo Vale Tudo em minha cidade, Campo Grande, e me convidou para treinar com ele, foi onde tudo começou. Meu mestre foi o falecido Eduardo Maiorino.

 

Por que decidiu se tornar um atleta profissional?

Decidi me tornar um atleta profissional porque queria viver do meu sonho. Quando assisti Royce Gracie lutando no UFC, vi que era aquilo que queria fazer.

 

Quais foram suas maiores realizações no boxe olímpico?

Minhas maiores realizações no boxe foram lutar com o número 1 do ranking, no qual perdi por pontos na casa dele, no caso na Itália e ter participado de um classificatório olímpico, no qual não fui classificado por apenas um ponto. Outra realização que acho muito importante é ter sido o número 1 do ranking brasileiro pela CBBoxe durante 5 anos consecutivos.

 

Por que decidiu migrar para o MMA?

Decidi migrar para o MMA após não ser mais convocado pela seleção brasileira de boxe, sendo apenas chamado para fazer uma disputa de vaga para as classificatórias das olimpíadas de 2012 apenas alguns meses antes da competição. Eu sabia que não obteria nenhum resultado positivo. E também porque estava participando do camp de Junior Cigano, algo novo para minha carreira no qual tive uma ótima experiência, e vi que aquilo que estava fazendo, ou seja, treinando MMA, poderia me dar bons frutos mais para frente.

 

Onde você treina atualmente?

Treino no clube Corinthians.

 

O clube Corinthians é em São Paulo? Sua família veio com você para São Paulo?

O clube fica em São Paulo. Eu optei por manter minha família em minha cidade, pela qualidade de vida que temos lá.

 

Como é para você ficar longe da família para treinar?

Não é nada bom. Você pode ter um dia cansativo e longo, mas quando você chega em casa e recebe o carinho da família, suas forças se renovam. Aqui não tenho isso, apenas companheiros de treino de outras cidades. O atleta tem que estar bem emocionalmente para não ficar em depressão.

 

E como você lida com isso?

O que me mantém focado aqui nessa rotina intensa de treino é o objetivo. Foco no objetivo de dar um conforto para a família, de viver da modalidade. Então, sou um cara bem determinado, e é isso que me mantém, um objetivo a ser alcançado. É isso que me mantém aqui. Se não fosse isso, eu estaria louco aqui.

 

O que o fez decidir voltar ao boxe, agora como profissional?

Decidi voltar ao boxe, agora o profissional, por dois motivos. O primeiro é que o MMA aqui no Brasil anda mal das pernas. Existem vários eventos mas pagam pouco ou pagam em ingresso. Eu não tenho patrocínio, então fica difícil me manter e manter minha família que está na minha cidade. Acredito que a crise no Brasil afetou todas as áreas, e o MMA não ficou fora dela. O segundo motivo que me levou a voltar para o boxe é que agora apareceram eventos melhores, que abrem grandes possibilidades de lutar fora do país, onde pagam melhor que um evento de MMA aqui do Brasil pagaria. Estou apostando nisso hoje, por isso me profissionalizei.

 

Como surgiu a oportunidade de migrar para o boxe profissional?

O professor Washington, aqui do Corinthians, já havia levado um atleta para participar desses eventos profissionais e perguntou para mim se eu tinha o interesse de lutar o boxe profissional. Ele disse que haveria um evento grande, chamado Boxing for you, e que via grande chance de nos sagrarmos campeões, pela qualidade dos atletas que estão lutando. Eu, meio receoso ainda com o boxe, falei que nós somos lutadores, temos que encarar as batalhas, e aceitei. Mas não achei que já haveria uma luta assim tão perto, achei que iria demorar um pouco mais. Acredito que, do tempo que eu falei que ia me profissionalizar, dentro de 15 dias já se confirmou a luta e comecei a treinar.

 

Seu adversário é um lutador de MMA. Você acredita que leva vantagem por ter mais experiência na nobre arte?

Eu acredito que tenha mais vantagens sim, pela minha experiência no boxe olímpico, mas sabemos que luta é luta né…

 

O que espera da sua estreia?

Eu espero da minha estreia uma grande luta, visto que meu adversário já foi lutador do UFC e já fez grandes lutas de MMA com seu estilo agressivo. Acredito que sairá um nocaute nessa luta, e espero que eu seja o autor (risos).

 

Mande uma mensagem para as pessoas que acompanham sua carreira.

Para as pessoas que acompanham minha carreira, peço apenas que mande energias positivas para mim e torçam muito para mais uma vitória na minha carreira, agora no boxe profissional.