Análise: qual a importância dos torneios Masters 1.000 para os tenistas?

Quem não é familiarizado com o tênis geralmente acompanha o esporte quando os maiores torneios estão em evidência, assim como é a Copa do Mundo para quem não é muito fã de futebol. No caso do esporte da raquete, os quatro maiores eventos do calendários são os chamados Grand Slams. Neste grupo de eventos, estão o Aberto da Australia (janeiro), Roland Garros (maio/junho), Wimbledon (junho/julho) e Aberto dos EUA (agosto/setembro).

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Cada Grand Slam, ou Major, distribui 2.000 pontos para o campeão e, no caso, os quatro eventos citados são os que pagam a maior bagatela para os tenistas. Este evento é obrigatório para todos os jogadores que têm ranking suficiente para entrar na chave principal – composta por 128 jogadores.

E o restante do ano? É lógico que o calendário do tênis masculino comporta muito mais competições, tanto é que os jogadores, temporada após temporada, reclamam do pouco tempo para descansar. Muito bem! Tirando os Grand Slams, quais são os torneios mais importantes? São os eventos da série Masters 1.000, que recebem esse nome por distribuírem 1.000 pontos ao vencedor.

São nove eventos Masters ao longo do ano, começando por Indian Wells, que já está sendo disputado desde a semana passada. Logo depois começa em Miami, também na quadra rápida. Ambos os torneios são exceções à regra aos outros sete “1.000” (junto também com Paris, na verdade), já que comportam uma chave de 96 jogadores.

Após a temporada de quadras rápidas no inverno norte-americano, os Masters 1.000 chegam à Europa para a gira de saibro preparatória para Roland Garros. Entre abril e maio, são disputados os Masters de Monte Carlo, Madri e Roma, todos com chave de 56 tenistas.

Depois a série só volta ao calendário no começo de agosto com as etapa de Montreal e Cincinnati, ambos em quadra rápida como preparação para o Aberto dos EUA, quarto e último Grand Slam do ano. Por fim, os Masters chegam à Ásia para a etapa de Xangai e se encerra em Paris, ambos torneios disputados em quadra rápida indoor. A diferença é que, na França, a chave será composta por apenas 48 tenistas.

O último torneio Masters 1.000, realizado anualmente no Palácio de Esportes Paris-Bercy, tem sempre um caráter decisivo porque é o evento que fecha a temporada regular do tênis masculino. Depois disso, são realizados somente o ATP Finals, que reúne os oito melhores do ano, e a final da Copa Davis.

Daí você pode pensar: os tenistas precisam disputar todos os nove Masters 1.000? José Nilton Dalcim, editor do site TenisBrasil, explica.

Essa pergunta de quem tem que jogar é muito controversa. Se você tem ranking para entrar nos nove Masters 1.000, tem que jogar obrigatoriamente oito, e Monte Carlo é o único que não é obrigatório. Mas a questão da posição do ranking varia pelas listas atualizadas semanalmente ao longo do ano, então a lista dos inscritos para Indian Wells não será a mesma de Roma, ou de Paris. Mas para os casos de Murray, Djokovic, Federer, Nadal, que dificilmente despencarão, eles têm que disputar oito dos nove Masters 1.000 e lembrando que Monte Carlo não é obrigatório.

 

OS 9 MASTERS 1.000 DA TEMPORADA

09/03 – INDIAN WELLS (EUA) – quadra rápida – chave para 96 jogadores
22/03 – MIAMI (EUA) – quadra rápida – chave para 96 jogadores
16/04 – MONTE CARLO (MON) – saibro – chave para 56 jogadores
07/05 – MADRI (ESP) – saibro – chave para 56 jogadores
14/05 – ROMA (ITÁLIA) – saibro – chave para 56 jogadores
07/08 – MONTREAL (CAN) – quadra rápida – chave para 56 jogadores
13/08 – CINCINNATI (EUA) – quadra rápida – chave para 56 jogadores
08/10 – XANGAI (CHN) – rápida indoor – chave para 56 jogadores
30/10 – PARIS (FRA) – rápida indoor – chave para 48 jogadores