Opinião

Porque desconfiar na seleção de Tite na Copa do Mundo

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

É nítida a melhora da seleção brasileira sobre a tutela do treinador Tite.

Como comandante da seleção canarinho, Tite mudou o patamar da equipe, deixando a imagem negativa do 7 a 1, e a desconfiança da era Dunga em sua segunda passagem à frente do Brasil, para trás. Com Adenor Bacchi, o Brasil conquistou resultados expressivos e está praticamente classificado para Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

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Mesmo com as boas atuações, existe um motivo para inserir um ponto de interrogação na cabeça do torcedor brasileiro. E ele está no gol. Alisson é o atual camisa 1, mesmo sem ser o titular absoluto da Roma, o atleta possui o aval de Taffarel, atual preparador de goleiros da seleção, e tetracampeão defendendo a meta do Brasil em 1994.

Se olharmos um passado recente, os últimos campeões mundiais tinham em comum um grande goleiro. Na Copa do Brasil, em 2014, a Alemanha contava com Manuel Neuer. Quatro anos antes, a Espanha conquistou sua primeira Copa do Mundo com Iker Cassilas, e em 2006, a Itália se sagrou tetracampeã com Buffon.

Até mesmo em 2002, ano em que o Brasil faturou o Penta, o elenco comandado por Luís Felipe Scolari contava com três grandes goleiros. Marcos, que fez uma ótima Copa do Mundo, Dida e Rogério Ceni. Ambos idolatrados e titulares incontestáveis em seus respectivos clubes.

Em 2002, 2006, 2010 e 2014 as seleções tinham em suas metas um grande camisa 1, respaldado pelos títulos conquistados em seus respectivos clubes. A um ano da Copa, Alisson está longe de atingir esse patamar.