Exclusivo: atacante explica sucesso do surpreendente Mirassol no Paulistão

O Mirassol vem sendo assunto neste Paulistão. O modesto clube do interior do Estado vem fazendo ótima campanha em seu retorno à divisão de elite e se consolidou como a principal surpresa da competição até o momento, dando trabalho, inclusive, para o Santos, que briga pela segunda vaga no mata-mata no Grupo D (ambos possuem 13 pontos no segundo lugar da chave).

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito da foto: Divulgação/Mirassol FC

Um dos destaques do Leão da Araraquarense é o atacante Welinton Júnior, que atua pela primeira vez no futebol paulista. Autor de um gol no torneio, na vitória sobre a Ferroviária, por 3 a 1, na Fonte Luminosa, o jogador revelou o motivo do bom desempenho do clube.

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“Nos preparamos muito bem na pré temporada e isso vem sendo preponderante na campanha. Isso é importante, porque um clube do interior estar brigando de igual para igual com os grandes mostra que o grupo é de qualidade”, diz o atleta de 23 anos em entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

Reveja o gol do camisa 7 contra a Ferrinha (dos 15″ aos 24″):

Diante dos grandes, o Mirassol arrancou empate em 2 a 2 com o São Paulo, no Morumbi, e vendeu caro a derrota por 3 a 2 para o Corinthians (time de melhor campanha no geral), no Maião.

O único a ainda enfrentar na primeira fase é o Palmeiras, que traz boas lembranças à equipe amarela. Em 2013, aplicou sonoros 6 a 2 no Verdão, em casa, jogo que é lembrado até hoje pelos torcedores. Mas, para Welinton, o duelo do dia 22 no Allianz Parque será diferente. “Se ganharmos por meio a zero já será goleada”, afirma ele, evitando polemizar.

Confira abaixo a integra da entrevista com Welinton Júnior:

Torcedores.com – Qual o segredo dessa boa campanha do Mirassol até agora?

Welinton Júnior – O intuito é de todo mundo estar com o mesmo pensamento: estar focado aqui. A comissão técnica é bom caráter, com bons trabalhos desde a pré temporada. Nos preparamos muito bem na pré temporada e isso vem sendo preponderante na campanha do Paulistão. Isso é importante, porque um clube do interior estar brigando de igual para igual com os grandes mostra que o grupo é de qualidade. Estamos pensando grande. claro, com humildade e pés no chão sempre para que os resultados venham e nos classifiquemos.

T.com – O elenco esperava esse ótimo desempenho no campeonato? Era o que o Mirassol realmente mirava?

WJ – Realmente o objetivo do clube desde quando nos reunimos era não cair, e essa meta já foi basicamente cumprida. E quando os jogadores se reuniram com a comissão técnica, a gente conversou, jogamos a limpo. Nos blindamos e nos fechamos com humildade. Graças a Deus conseguimos os resultados dentro e fora de casa. Estamos pensando grande. Nada é impossível e estamos buscando (o objetivo) jogo a jogo para que possamos conquistar coisas maiores nas nossas carreiras e na competição.

T.com – Como é atuar no Paulistão com jogadores experientes ao seu lado, como Xuxa (ídolo do clube), Vagner (campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2016) e Edson Silva (que atuou por três anos no São Paulo)?

WJ – Eles passam tranquilidade para nós. Eles conversam com a gente o que pode acontecer durante as partidas, durante nossa carreira, estão sempre orientando para nosso bem e nosso melhor. Sem comentários sobre Vagner, Edson Silva, Xuxa e qualquer jogadores do elenco. São pessoas maravilhosas, estão ali para nos ensinar no dia a dia e é aprender com eles as coisas que eles já passaram em suas carreiras.

T.com – Se pintar uma vaga na Série D do Brasileirão, pretende continuar no Mirassol?

WJ – Assinei por dois anos com o Mirassol, até o fim de 2018. Se o clube classificar, tenho, sim, o interesse em continuar, mas depende de conversas com o empresário e com a diretoria do time. Estamos em busca de conquistar coisas maiores, coisas melhores para o segundo semestre e esse é meu intuito, meu foco. Mostrar o máximo que eu puder para que isso aconteça.

T.com: Você é revelado pelo Goiás, clube que vem revelando jogadores ultimamente para clubes grandes, como o zagueiro Rafael Toloi (que atuou no São Paulo e hoje está na Atalanta-ITA) e o atacante Bruno Henrique (atualmente no Santos e que defendeu o Wolfsburg-ALE). Por que não deu certo no Esmeraldino?

WJ – Fui lançado pelo Goiás, um clube muito bom, estrutura de time de Série A. Tive algumas oportunidades no time profissional, algumas eu aproveitei, outras não correspondi da melhor forma, mas saí de lá porque não ia ter chances com o técnico da ocasião, o Wagner Lopes. Fui para o Joinville (2015), tive oportunidades, sequência, aproveitei bem. Fomos campeões catarinenses, mas perdemos no “tapetão” para o Figueirense.

Depois joguei no Paysandu, na Série B (ainda em 2015), me identifiquei bem com a torcida e fiz um bom trabalho. Retornei para o Joinville (em 2016), chegamos na final do Catarinense e perdemos. Aí fui para o CRB na Série B, onde tive oportunidades de mostrar novamente meu trabalho na Série B, com gols, assistências e participar de bastante partidas consecutivas. E agora tenho a oportunidade de estar aqui no Mirassol e desempenhar meu máximo em meu primeiro Paulistão para, de repente, disputar novamente uma Série B ou até uma Série A.

T.com – Tem algum clube grande em especial que você tem o desejo de defender um dia?

WJ – Nunca tive esse desejo, não, de escolher time grande para jogar (risos). Sempre tive o sonho de chegar em time grande, com história, peso na camisa, porque sempre sonho em chegar a esse nível, e estou trabalho firme, jogo a jogo, para que isso aconteça na minha carreira futuramente, mas sem um time específico.

T.com – Agora no dia 22 vocês reencontram o Palmeiras, e não tem como não lembrar daquele 6 a 2 do Paulistão de 2013. Apesar de você não ter feito parte do time na época, o jogo é comentado até hoje. Dá para repetir isso no Allianz Parque?

WJ – É inesquecível aquele 6 a 2 de 2013, mas a gente ainda tem de enfrentar o Ituano e o Santo André dentro de casa para aí sim pensarmos no Palmeiras. Claro que se a gente ganhar de meio a zero será goleada, pelo time que eles tem, e pelo time que nós temos também, afinal estamos fazendo bom trabalho e todo mundo se ajuda dentro de campo. O pensamento é esse, de levar o clube à classificação no Paulistão e ter um calendário para o ano todo.

https://www.youtube.com/watch?v=X7n-yuu7UGo