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Geração de Vinícius Jr. ganha companhia: chegou a vez dos nascidos em 1999 na seleção sub-20

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Jornalista formado pela Fiam-Faam (2016), começou a acompanhar futebol de base a partir de 2007. Colaborou para o site Olheiros.net, foi setorista do Jornal Guarulhos Hoje e trabalhou na Press FC Assessoria e na Revista Palmeiras. Escreve para o Torcedores.com desde 2015.

Foto: Marquinhos Cipriano - base São Paulo FC.

Crédito: Promessa do São Paulo, Marquinhos Cipriano comemora gol contra o Grêmio Prudente, pelo Paulista Sub-17 2016 (Foto: Afonso Pastore/saopaulofc.net)

Do vexame inesperado à reconstrução do zero. A seleção sub-20 passa por uma revolução não apenas administrativa depois das demissões do técnico Rogério Micale e do coordenador da base, Erasmo Damiani. Dentro de campo, o grupo que não conseguiu a classificação ao Mundial, em fevereiro, no Equador, deve passar o bastão à próxima safra que disputará o Sul-Americano da categoria, em 2019.

A falta de calendário pela ausência na Copa do Mundo Sub-20, que ocorrerá na Coreia do Sul, entre maio e junho, praticamente põe um fim à participação dessa geração brasileira em competições de base até os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em 2020. Com o hiato para os nascidos em 1997 e 1998, que compuseram o ciclo atual, a seleção precisa começar uma nova etapa com os atletas dos anos 1999 e 2000.

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Um dos principais motivos para a mudança, natural a cada dois anos – geralmente após cada Mundial –, vem da importância que essa seleção terá para o futebol brasileiro. A vaga para os Jogos de 2020, quando o Brasil tentará o bicampeonato, virá por meio do torneio sub-20 de 2019, pré-olímpico aos países sul-americanos.  O time sub-23 será formado pelo encontro das quatro gerações (1997, 1998, 1999 e 2000).

Dessa forma, a busca pelos melhores jogadores e a montagem do time sub-20 que começará a se formar são pontos cada vez mais importantes para os objetivos da CBF. Mas, diferentemente da turma de Vinicius Jr., Alan, Vitão e Paulinho, que encantaram no sub-17, o grupo de 1999 ainda quase não representou a camisa verde e amarela por uma falha cultural no calendário da América do Sul.

Calendário prejudicial e mapeamento

Bienais, os Sul-Americanos e Mundiais de base são realizados em anos ímpares, o que faz com que, no sub-15 e no sub-17, os atletas que estão no limite de idade para os torneios sejam sempre os nascidos em anos pares. Assim, é comum que, durante tal período, eles integrem totalitariamente os elencos das seleções de base, uma vez que estão mais bem desenvolvidos técnica e, sobretudo, fisicamente.

Tanto à época quando eram elegíveis para os campeonatos de seleções sub-15, em 2013, tanto quando sub-17, há dois anos, os jogadores /99 quase sempre foram preteridos pelos de 1998, sendo poucos os casos dos que conseguiram espaço entre os mais velhos. Em 2015, apenas o meia Mauro Júnior foi convocado para o Sul-Americano Sub-17, disputado no Paraguai. Todos os outros foram /98.

Devido ao desnível natural entre os grupos etários, os nascidos em anos ímpares passam praticamente até os 18 anos esquecidos do radar da seleção.  Eles vão receber a oportunidade somente quando entram na faixa de observação para a categoria sub-20, essa, sim, que os privilegia – já na Europa, em contrapartida, as competições são realizadas anualmente para evitar a disparidade entre as safras.

“Ano passado (2016) convocamos a categoria 1999 três vezes. Este ano, nossa previsão, se fôssemos para o Mundial, era ter de seis a sete convocações e dois torneios. Já teria antes de um ano 10 convocações da categoria. Para em 2019, no Mundial, ter mais de 20 convocações. Daria tempo de ter leitura melhor. Assim você começa a construir uma geração”, disse, em fevereiro, o ex-coordenador da base, Erasmo Damiani, ao Globoesporte.com.

Além da desvantagem de menor rodagem internacional em relação aos /00, a geração 1999 iniciará seu ciclo sem ao menos um treinador para dirigi-los na seleção, já que as demissões – questionáveis – de Micale e Damiani abriram lacuna a ser preenchida com urgência pela Confederação Brasileira de Futebol. Até a data de publicação deste texto, no entanto, a entidade ainda não havia anunciado os nomes do novo técnico nem do novo diretor para as equipes de formação.

Ainda não se sabe quando ou quem, mas os novos contratados para os cargos da base da CBF terão a incumbência de mapear toda a turma dos nascidos em 1999 pelo Brasil, inseri-la a um novo contexto e integra-la aos 2000, que também necessitarão de apoio na transição do sub-17 para o sub-20. No garimpo, uma das responsabilidades será a de prospectar talentos não apenas no eixo Sul-Sudeste ou nas grandes agremiações.

“Seria muito bom se fosse um sistema igualitário, que todos os clubes de “menor expressão” fossem vistos – pois eles também possuem jogadores de qualidade. A seleção brasileira é o sonho de todos”, pede Lucas Bessa, destaque das categorias de base do Criciúma. “Para complicar, às vezes não tem seleções específicas para cada ano, por exemplo, a 99. Passaram a convocar depois da Copa do Brasil Sub-17. Foi uma vez ou outra, já faz bastante tempo e, depois, não teve mais”, afirma.

Primeiros expoentes da safra

Dos três períodos de treinamentos que os /99 puderam fazer na Granja Comary em 2016 já é possível criar uma noção dos principais nomes a serem observados. Como ainda são recém-chegados ao sub-20, no qual disputam espaço com atletas até dois anos mais velhos, também deve ser levado em conta, num primeiro momento, o bom retrospecto de apresentações que tiveram durante 2015 e 2016, nos juvenis.

É o caso de Marquinhos Cipriano, Gabriel Novaes e Luan, trio de sucesso no título do São Paulo no último Campeonato Paulista Sub-17. Outros nomes de muito destaque foram Juninho, vice-campeão da Copa do Brasil da categoria pelo Sport, e o baixinho Julian, que infernizou os adversários vestindo a camisa do Atlético-PR. Na defesa, Thuler e Franklin foram consistentes por Flamengo e Corinthians, respectivamente.

Mesmo com a diferença de idade, vários talentos em potencial puderam ser identificados na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. Fabrício Oya, por exemplo, comandou o Corinthians na conquista do título e surge como principal expoente da geração, ao lado de Mauro Júnior e Cipriano. André Anderson, com o Santos, e Edimundo, com o Bahia, participaram do torneio pela segunda vez.

A 48ª edição da Copinha deu espaço ainda para as boas aparições de Léo Passos, posteriormente inscrito com a 10 do Palmeiras na Libertadores, Vitinho e Cesinha, armas do Cruzeiro que parou nas oitavas, e Vinícius e Marquinhos, do jovem time do Atlético-MG, e Alesson e Rafael Furtado, hoje no time principal do Paraná. Além deles, houve a possibilidade de acompanhar de perto Luiz Fernando, visto como uma joia do Figueirense.

Como é tradição, o interior paulista trouxe seus prospectos da geração 1999. Badalado desde o sub-15, Mauro Júnior fez boas apresentações com o Desportivo Brasil junto com o bom volante Éderson, que, ao lado de Matheus Aurélio (Mirassol), Diego Justen (Novorizontino), Anderson Jordan (Ferroviária) e Mateus Cricíuma (Paulista), foi destacado pelo Torcedores.com entre os melhores dos ‘pequenos’ na competição.

Fora do país, a safra conta com valores para serem observados pela comissão técnica que assumir, por exemplo, os dois meias brasileiros dos gigantes espanhóis: Augusto, do Real Madrid, e Werick, emprestado pelo Barcelona ao Girona – o goleiro Alex dos Santos joga pelo Atlético de Madri. Há também atletas no futebol italiano, português e, possivelmente, inglês, caso Caio Émerson acerte com o Everton, como é especulado.

Começar a criar uma base de jogadores selecionáveis nesse momento ajudaria a solidificar pilares e lideranças dentro do grupo e amenizaria a falta de cancha gerada pelo desequilíbrio de idade no passado.  Outro benefício viria da impulsão proporcionada por uma convocação, com a qual os atletas são alçados a outro patamar e passam a receber mais atenção e espaço nos clubes, o que influencia diretamente nas chances de eles vingarem em médio prazo.

Uma das missões para os /99 será acrescentar qualidade e suprir as carências dos /2000 quando se encontrarem na sub-20, muito provavelmente quando estes encerrarem seu período como sub-17, neste ano. Por esse motivo, os meses restantes de 2017 ganham papel fundamental no processo de análise dos que merecem a oportunidade e que estão preparados para participar do ciclo do Sul-Americano.

Padronização tática nos moldes de Tite

Dentro de campo, um dos pensamentos difundidos não só por Edu Gaspar, diretor de seleções, como pela cúpula da CBF, é para que haja uma padronização do sistema de jogo usado pelo time de Tite a ser aplicado nas seleções de base. A missão, de difícil execução, sempre é discutida e requisitada para o futebol brasileiro e é vista como o modelo ideal para o trabalho integrado com a formação de atletas.

“Acredito que a base pode jogar na mesma formação que a seleção principal, mas é preciso treinar, encaixar o modo de pressionar o adversário e o modelo de jogo ser de acordo com o que o técnico da base acredita ser o melhor. As convocações para os garotos de /99 são muito importante para os jogadores não chegarem no Sul-americano sem experiência e entrosamento”, opina Éderson, volante do Desportivo Brasil.

O especialista tático Lucas Martins (@0MartinsLucas), do site Centrocampismo, indica que seria possível copiar o modelo usado pelo técnico do selecionado nacional porque as tarefas de cada atleta na equipe não são tão complexas. “Embora muito organizadas e, sobretudo, bem treinadas, as funções dos jogadores no 4-1-4-1 do Tite não são tão especiais ou complicadas”, explica.

De acordo com o analista, a seleção principal conta com características técnicas e táticas específicas para cada posição, o que faria com que os times de base precisassem procurar jogadores que possam fazer papel semelhante no esquema tático com um volante fixo, dois meias ou pontas abertos e somente um atacante.

“Os laterais precisam de boa condução/técnica, pois a saída de jogo acontece bastante com triangulações pelos lados partindo deles. Na trinca do meio-campo, enquanto o atleta mais recuado não possui a necessidade de um grande passe vertical (Casemiro), os dois meias se complementam, com um de maior chegada se adiantando (Paulinho) e outro de pausa e elaboração recuando (Renato Augusto)”, diz Martins, que completa.

“Os pontas também são complementares, sendo que num lado a ordem é buscar o meio para gerar superioridade pelo setor (Coutinho) e no outro a ideia é permanecer menos distante da linha lateral até poder participar para buscar a diagonal (Neymar). O centroavante oferece mobilidade, principalmente rumando aos lados e bagunçar a defesa rival (Jesus)”, finaliza a definição.

Uma simulação de como seria o time dos 1999 ficaria assim:

brasil 1999 - formação tática

Uma formação alternativa poderia facilmente ser desenhada com variedade no ataque. Luiz Fernando, Juninho, Evanílson ou Paulo Victor poderiam preencher as pontas e Gabriel Novais ou Léo Passos como o 9:
brasil 1999 2 - formação tática

A geração, entretanto, apresenta um leque maior de opções com capacidade de servir a seleção brasileira em algum momento – ou de destacarem num futuro próximo dentro dos clubes. Por isso, o Torcedores.com traz um mapeamento exclusivo dos principais jogadores nascidos em 1999 no Brasil. Para a elaboração, foram consultados treinadores de diversas equipes do país e alguns dos destaques foram ouvidos sobre como eles se encaixariam no sistema de Tite. Confira:

GOLEIROS

Destaques: Alex dos Santos (Atlético de Madri-ESP), Hugo (Flamengo), Jonathan Braz (Cruzeiro), Phelipe Megiolaro (Grêmio) e Thiago Couto (São Paulo).

O que eles dizem: “O modelo de jogo hoje é muito diferente. Quando o goleiro sabe jogar com os pés, o jogo fica bem mais fácil. Eu tenho facilidade, uso as duas pernas. No Grêmio, eles cobram muito o goleiro para jogar com os pés, então treinamos muito isso. Em um jogo, quando a equipe adversária está nos pressionando, podemos servir como desafogo”, diz Phelipe Megiolaro, elogiado na base do Grêmio pela tranquilidade para participar do jogo pelo chão.

Outros valores: Diego Riechelmann (Corinthians), Éverton Silva (Sport), Igor (Chapecoense), Matheus Henrique (Palmeiras) e Vinícius Fernando (Goiás).

LATERAIS-DIREITOS

Destaques: Edimundo (Bahia), Émerson (Ponte Preta), Gabriel Afonso (Palmeiras) e Vitinho (Cruzeiro).

O que eles dizem: “Não tenho preferência por posição. Ambas eu já me acostumei e, hoje, onde me colocarem vou dar o meu melhor. Em relação à seleção, eu sempre fui convocado como lateral direito. Então a seleção já me conhece muito bem nessa posição. Acho que como lateral, tenho mais chances. Quero chegar em 2019 e ter um lugar entre os convocados pra seleção”, torce  Vitinho, que também atua como ponta-direita no Cruzeiro. Na Copa São Paulo deste ano, fez dois gols.

Outros valores: Cleuber (Goiás), Elias (Sport), Gabriel Ribeiro (Cruzeiro), Lucas Gabriel (Corinthians), Marco Rotondano (Criciúma), Pedro Lopes (Atlético-MG) e Vinícius Belotti (Fiorentina-ITA).

LATERAIS-ESQUERDOS

Destaques: Caio Felipe (Sport), Guilherme Guedes (Grêmio) e Michael (Flamengo).

O que eles dizem: “Meu estilo de jogo é um pouco diferente do Marcelo. Sou muito utilizado como ala. Sem a bola, minha função é recompor a linha, dependendo da formação. Quando estou atacando, a maioria das vezes vou por dentro, onde é o principal alvo do jogo. Vou abraçar a seleção como se fosse a primeira vez”, deseja Caio Felipe, vice-campeão da Copa do Brasil Sub-17 em 2016 com o Sport.

Outros valores: Alessandro (Figueirense), Gabriel Pires (Paraná), Matheus Bahia (Palmeiras), Paulo Victor (Fluminense) e Vinícius Rypchinski (Coritiba).

ZAGUEIROS

Destaques: Bruno Fuchs (Inter), Emanuel (Grêmio), Franklin (Corinthians), Gabriel Norões (Vasco), Gabriel Oliveira (Vitória), Guedes (Santos), Lacerda (Palmeiras) e Thuler (Flamengo).

O que eles dizem: “Acho importante que os zagueiros participem da construção do jogo. Com visão (de jogo) ou um bom passe, podem surgir chances de gol para o time. Na minha forma de atuar, trabalhar a construção de jogo desde os zagueiros não muda muita coisa, já que me considero um zagueiro que gosta de ter a posse da bola”, define Gabriel Oliveira, também conhecido no Vitória como Gabriel Souza. Ele é visto no clube como a primeira revelação da posição que pode suceder David Luiz.

Outros valores: Alesandro (Sport), Anderson Jordan (Ferroviária), Christian (Criciúma), Diego Barbosa (São Paulo), Felipe Camargo (Figueirense), Guilherme Crepaldi (Fluminense), Guilherme Puhl (Chapecoense), Henrique Vermudt (Coritiba), Pedro Augusto (Bahia), Wagner Leonardo (Santos) e Walce (São Paulo).

VOLANTES:

Destaques: Bruno Maradona (Botafogo), Éderson (Desportivo Brasil), Estéfano (Atlético-PR), Luan (São Paulo), Lucas Bessa (Criciúma), Matheus Nascimento (Fluminense) e Renan Gomes (Atlético-MG).

O que eles dizem: “Eu jogaria melhor na mesma função que o Casemiro: distribuindo a bola, desarmando e chegando de frente. Mas eu não tenho nenhuma preferência. Se me pedirem para jogar de primeiro volante, eu tenho boa marcação, coloco o meia pra jogar. Se me pedirem para jogar de segundo volante, tenho bom passe e características para sair jogando”, descreve-se Éderson, apontado como uma das grandes joias do Desportivo Brasil.

Outros valores: Camilo (Ponte Preta), Dudu (Vitória), Guga (Botafogo), Jean Cândido (Figueirense), Lucas Araújo (Grêmio), Natan (Cruzeiro), Taílson (Santos), Vinicius Souza (Flamengo) e Vitinho Santos (Palmeiras).

MEIAS

Destaques: Caio Émerson (sem clube), Fabrício Oya (Corinthians), Julian (Atlético-PR), Lucas Robinho (Vasco), Luizinho (Coritiba), Mauro Júnior (Desportivo Brasil), Pablo Pardal (Cruzeiro) e Vinícius (Atlético-MG).

O que eles dizem: “Meu objetivo é chega no topo um dia. Por isso, procuro sempre estar evoluindo e acho que, para ser o melhor, é preciso ser e fazer diferente. Ajudo bastante na marcação e na criação das jogadas, gosto de partir pra cima no 1×1 e finalizar de média distância. Quero sempre perto de onde a bola está”, analisa Vinícius, do Atlético-MG, que prefere ser conhecido pelo segundo nome – ele se chama Alessandro Vinícius.

Outros valores: Alesson (Paraná), Augusto Galván (Real Madrid-ESP), Caio Cézar (Palmeiras), Da Silva (Inter), Dener (Juventude), Francisco “Anderson Santos” (Santos), Gabriel Kazu (Luverdense), Igor Gomes (São Paulo), Juliano Fabro (Inter), Lima (Chapecoense) e Werick (Barcelona-ESP).

PONTAS

Destaques: Cesinha (Cruzeiro), Evanílson (Fluminense), Juninho (Sport), Luiz Fernando (Figueirense), Marquinhos (Atlético-MG), Marquinhos Cipriano (São Paulo), Nicolas (Santos), Paulo Victor (Vasco) e Richard (Inter).

O que eles dizem: “O futebol hoje em dia exige muito dos atacantes para recompor na marcação, principalmente dos dois de beirada. No começo eu não gostava, mas isso ajudou muito meu futebol a crescer. Hoje, faço com naturalidade e passei a gostar disso. Se você acostumar fazer o movimento de marcar depois das subidas, acaba tirando de letra”, ensina Cipriano, comprado pelo São Paulo por R$ 1 milhão junto ao Desportivo Brasil.

Outros valores: Alexandre Tam (Santos), Arthur Taufer (Juventude), Bill (Flamengo), Fernando Pedro (Palmeiras), João Romani (Lazio-ITA), Lyncon (Ponte Preta), Mateus Criciúma (Paulista), Nathan (Coritiba), Rafael Bilu (Corinthians), Ruan Potó (Vitória), Thiago Souza (Atlético-PR) e William Camargo (sem clube).

CENTROAVANTES

Destaques: André Anderson (Santos), Gabriel Novaes (São Paulo), Gustavo Schutz (Fluminense), Igor Neves (Atlético-PR), Léo Passos (Palmeiras), Pablo Thomaz (Coritiba) e Rafael Furtado (Paraná).

O que eles dizem: “Tenho características totalmente diferentes das do Gabriel Jesus, apesar de jogarmos na mesma posição. Sou atleta de uma boa finalização, chute forte, proteção de bola e bom cabeceio. Acredito que, com treinamentos táticos específicos, teria a condição de fazer, sim, aquilo que ele faz”, acredita Igor Neves, autor de 7 gols no Paranaense juvenil de 2016 pelo Atlético-PR.

Outros valores: Bruno Moreira (Santos), Douglas Aurélio (Sporting-POR), Barbosa (Palmeiras), Guilherme Willian (Cruzeiro), João Kiefer (Grêmio), José Gabriel (Corinthians), Júnior Brumado (Bahia) e Luan Donizete (Botafogo).