Leila Pereira explica por que recusou patrocínio da Crefisa a rivais do Palmeiras

Nesta quarta-feira (8), o Palmeiras fará a sua estreia na Libertadores da América diante do Atlético Tucumán, às 21h45 (horário de Brasília), no estádio Monumental José Fierro, na Argentina. A expectativa é pela primeira partida do atacante Borja como titular da equipe alviverde. Quem também está na torcida pelo colombiano é Leila Pereira, principal responsável pela viabilização da transferência do jogador para o Brasil.

Eder Bahúte
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/ Divulgação

Desde que se uniu ao Verdão, a Crefisa tem contribuído bastante na vinda de atletas importantes para engrandecer o elenco palmeirense. Eleita para o Conselho Deliberativo do clube, Leila comemora o sucesso que tem sido o investimento feito até aqui após dois anos de parceria.

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No início de fevereiro, ao lado do presidente Maurício Galiotte, confirmou a renovação do vínculo por mais duas temporadas.

Apesar de ter injetado valores consideráveis aos cofres alviverdes, Leila diz que internamente não existe exigências por resultados. Para ela, o time “tem capacidade de disputar com chance de êxitos em todos os campeonatos. Mas obrigação, não. Tudo com muita tranquilidade”.

“Queremos que isso sirva de exemplo para outras empresas do porte da Crefisa, para que também patrocinem. Imagina a qualidade do campeonato, se todos tivessem investimentos assim. Imagina se Corinthians, São Paulo, Santos, Vasco, Bahia, todos, também tivessem investimentos assim”, comentou Leila que confirmou ter sido procurada por outros clubes querendo a marca da Crefisa na camisa.

Confira outros trechos da entrevista ao Globoesporte.com

Houve uma conversa mais adiantada com o São Paulo?
O São Paulo nos procurou, sim. Mas não tinha condição. A gente entrou no futebol por causa do amor pelo Palmeiras. A exposição de marca a gente tem nas mídias que a gente faz.

Mais alguém além do São Paulo procurou a Crefisa?
Todos. Santos, clubes do Rio, todos. Tudo depois de fechado com o Palmeiras. Mas nossa relação de amor é com o Palmeiras.

Hoje vocês já sabem o tamanho do retorno que o Palmeiras deu em dois anos de patrocínio?
É possível ter esse cálculo, mas eu não tenho. A exposição da marca é absurda. Eu poderia quantificar, mas não fiz esse cálculo, porque não me interessa. Eu tenho feeling. Estou aqui há 25 anos. Eu sei quando um negócio é bom.

A sra. teve alguma interferência na data de estreia do Borja?
Imagina. Essa gestão é respeitosa com o patrocinador. Não defino nada. O presidente pediu a contribuição para comprar o Borja, nós contribuímos. Depois, o técnico pediu para antecipar a apresentação para poder escalar o jogador. Eu estava nos EUA, ele seria apresentado de qualquer jeito. Só me comunicaram: “Leila, o Borja vai ser apresentado”. Eu falei: “Tudo bem, claro”. Foi isso que aconteceu.

Como conselheira, o que pretende fazer?
Falei para o presidente Maurício Galliotte: “Você vai fazer uma era de ouro no Palmeiras, conta comigo”. Sou só uma conselheira no meio de 300, sozinha não decido nada. Quero colaborar com o presidente, inclusive no clube social, mas preciso saber o que o clube precisa.

Leila Pereira e Galiotte

Cesar Grecco/Palmeiras

Vamos ver Leila Pereira na cadeira de presidente do Palmeiras?
Essa pergunta já me causou problemas. Não tenho tempo.