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Maranhão relembra ataque de palmeirenses após informação no Sportv

Tiago Maranhão hoje é apresentador do Troca de Passes, do Sportv, mas passou por um momento complicado como repórter no ano passado pela mesma emissora.

Renan Prates
Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com

Crédito: Reprodução/Facebook

Durante a vitória do Palmeiras sobre o Rio Claro, pelo Paulistão de 2016, Tiago Maranhão cumpriu o seu papel de reportar no Sportv que o preparador físico do Verdão, Omar Feitosa, estava usando um ponto eletrônico – algo que é proibido pela regra.

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Maranhão passou a sofrer ataques dos palmeirenses nas redes sociais por causa do episódio. Ele até acabou excluindo a sua conta no Twitter. O jornalista gentilmente atendeu a um pedido do Torcedores.com para falar sobre quais lições tirou do episódio.

Veja o que Tiago Maranhão falou sobre o episódio a pedido do Torcedores.com:

“Várias lições ficaram daquele episódio. Antes de responder, queria dizer que tive diversas conversas com o Omar Feitosa depois do episódio e sempre com muito respeito e até admiração. Depois do título brasileiro, inclusive, ainda no gramado do Palestra Itália, apertei a mão dele e ele me agradeceu por sempre fazer meu trabalho com profissionalismo.Também agradeci a ele e a comissão técnica do Palmeiras por continuarem me atendendo com cordialidade. Aliás, umas duas semanas após o episódio ele já tinha conversado comigo e entre nós dois já estava tudo bem. Conversei também como Paulo Nobre, presidente do Palmeiras na época, com o Cuca e com dezenas de torcedores. Meu único arrependimento foi ter saído do Twitter, mas senti a pressão das ameaças e achei que seria melhor. Talvez tenha sido, mas hoje acho que eu faria diferente. Aconteceu num jogo à noite no Pacaembu e o crédito por ver o preparador físico do Palmeiras com escuta é do repórter Tossiro Neto, do Globoesporte.com. Da tribuna ele pediu para eu confirmar e nós dois passamos a informação ao mesmo tempo. Informei que o preparador estava com escuta da mesma forma como informaria se um dos times tivesse 12 jogadores em campo, por exemplo. A regra não permite, simples assim. Aliás, outro parênteses, acho essa proibição um retrocesso, considero que seria ótimo o treinador ter alguém na tribuna ajudando a enxergar o jogo, mas não faço as regras. O trio de arbitragem também viu a escuta e o preparador foi excluído daquele jogo. Nada além disso. A reação daqueles torcedores foi completamente desproporcional. Culpar o mensageiro e ao mesmo tempo absolver quem tentou burlar as regras revela o caráter corrompido daqueles torcedores. A relação do torcedor é muito parecida com a de quem tem uma preferência política ao consumir notícias, ele gosta de ler quem escreve o que ele pensa e desqualifica quem discorda dele. Isso só empobrece o debate. A vitória só tem valor se for conquistada com integridade. Vale pro esporte, vale pra vida”.