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OPINIÃO: A questão do “bicha” vai muito além do estádio de futebol

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/Facebook Corinthians

No jogo da seleção brasileira contra o Paraguai, de novo, a torcida gritava “bicha”, a cada tiro de meta cobrado pelo goleiro paraguaio, Antony Silva. Ai, sempre vem aquela discussão: é homofobia ou não é? Digo para vocês, do baixo de quem utiliza uma cadeira de rodas: não é.

A questão do bicha vai muito além do estádio do futebol. Se em um ambiente, que desperta fortes emoções, como são os estádios, a gente não puder xingar o adversário, o juiz, e os jogadores do próprio time.. então, eu pergunto: o que estamos fazendo ali? Não quero que estádios se transformem em locais com gente muito educada. Se é assim, vamos ao teatro.

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A questão da homofobia deve ser discutida nas escolas, desde o jardim de infância. E em um país como o nosso, em que a maioria das crianças tem o desprazer de estudar em péssimas escolas públicas, tais discussões saudáveis jamais existirão. O “lidar com as diferenças”, jamais poderá ser ensinado e vivido de maneira plena. O legal é a criança saber que o deficiente físico não é alguém desprovido de sentimentos, gostar de viver em sociedade e desejos. Ou que o gay, é apenas uma questão de sexualidade e não de mortalidade.

A criança torcedora tem que entender, que ali no estádio, as emoções afloram, e que na rua ela não pode desprezar alguém por causa da sua condição física ou opção sexual. Nas ruas, somos todos seres humanos ou deveríamos ser. Todos com seus direitos e deveres. Mas, por favor, parem de estragar o futebol com o politicamente correto, que só mascara as nossas reais necessidades, enquanto sociedade.