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Opinião: Clássicos cada vez mais chatos de se ver

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Estudante de Jornalismo, apaixonado por futebol e todos os conceitos sociais e culturais que o envolvem.

Crédito: 25/03/2017- Belo Horizonte- MG, Brasil- Torcida comemora os 109 anos do clube em frente a sede de Lourdes - Foto: Bruno Cantini / Atlético

Um clássico com duas torcidas, estádio dividido, bandeiras, faixas, fumaça colorida, instrumentos musicais, torcidas se provocando, gols e comemoração inflamada de gol em cima do adversário. Todos esses ingredientes que faziam parte do que cercava um grande jogo ficaram para trás.

Jogadores falastrões e que cumpriam suas promessas de gols, artilheiros folclóricos e equipes imbatíveis que perdiam para times inferiores. A zoeira seria dura para quem perdeu.

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A maior parte da imprensa esportiva faz um verdadeiro morde e assopra, ninguém se define à favor da festa. Até entendo um jogador ser punido por tirar a camisa, essa que carrega os patrocinadores, tão importantes nos tempos de hoje.

Um jogador não pode tomar cartão amarelo por comemorar no alambrado, ou provocar o rival. O gol é o “orgasmo” do futebol, somente uma pessoa que nunca jogou bola na vida pode sancionar uma bobagem como essa.

Algumas coisas estão mudando, estamos caminhando para a liberação das bandeiras de mastro, fumaça e instrumentos.

Deixem o espetáculo mais atrativo para quem o assiste e o acompanha. Autoridades, não estraguem uma das poucas coisas que trazem alegria para esse povo sofrido.