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Opinião: Vitor Belfort dá aula de filosofia nas redes sociais

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Colaborador do Torcedores

Vitor Belfort publicou um post em suas redes sociais, no qual dá uma aula de filosofia, demonstrando que as artes marciais ainda continuam ligadas à mente.

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O lutador fez um post no qual responde às críticas de que gostaria de ter sua carreira no octógono finalizada com uma luta “fácil”. Em seu texto, o lutador diz que até gostaria que isso ocorresse, pois seria um atalho para a vitória, mas deixou claro que se fizesse isso, “não estaria sendo ele mesmo”. Frase que, ainda que possa parecer contraditória, tem toda uma lógica.
Como dizem os filósofos, há dois mundos possíveis, o mundo do “ser” e do “dever ser”. No primeiro, há o mundo concreto, a vida real, os fatos como realmente ocorrem, ao passo que no segundo, o mundo se resume em um ideal que dificilmente será alcançado, um mundo mais do que idealizado, talvez, desejado.
Assim, Vitor diz o óbvio, o que todos nós gostamos para nossa vida: que muitas coisas fossem mais fáceis, entre elas, uma luta que marcará a aposentadoria de um grande lutador. Vitor falou isso de coração, afastando qualquer teor hipócrita que poderia haver em qualquer discurso.
Mas, por outro lado, ao deixar claro que se fizesse isso, “não estaria sendo ele mesmo”, deixa expresso que o Vitor que todos aprendemos a respeitar, é aquele que gosta de um obstáculo, um limite a ser superado, onde o maior inimigo de qualquer pessoa (ela própria) sucumbe para a superação do próprio “eu”, ou seja, o lutador deixou claro que gosta de superar-se a cada dia, alcançando metas, antes, inimagináveis.
Assim, Belfort deixou claro que, em seu caminho no MMA, onde ingressou ainda garoto, conseguiu o respeito e a visibilidade que merece. Ele fez por onde. E, sendo assim, consciente que é, não quer acabar com toda a construção que fez, se aposentando com uma luta “fácil”, ao contrário, busca deixar uma herança, um legado para todos os jovens atletas, que precisarão superar barreiras, inicial e aparentemente instransponíveis.
Que assim seja.
Belfort já fez muito pelo MMA, como também, pelo Brasil. Agora sabe que sua hora está chegando, então, independente de vitória em sua última luta, quer ser um exemplo deixando-nos uma lição ímpar. Basta sabermos aproveitá-la.
Ademais, para demonstrar que sua ideia não é ter uma “luta figurativa”, Belfort ainda aproveitou para cutucar Michael Bisping. Seria esse o oponente que Vitor gostaria de enfrentar?

Aurelio Mendes – @amon78