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Opinião: Santos e Palmeiras, o melhor jogo do Paulistão-17

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Formado em Desenho Industrial, na Unisanta turma de 84, mas apaixonado por futebol, aquele bem jogado. Saudosista dos grandes jogos e jogadores.

Crédito: Reprodução/Internet

Apesar da chuva e do frio, valeu a pena ir a Vila Belmiro ver Santos contra Palmeiras.

O jogo fez jus à tradição de grandes jogos entre as duas agremiações. Até o momento é, tranquilamente, o melhor jogo do Paulistão e um forte candidato a ser um dos melhores do ano. Para quem gosta de dimensionar jogos pelos números, foram 45 finalizações 11 certas e 9 erradas do Santos – 9 certas e 9 erradas do Palmeiras, 4 bolas na trave, apenas dois cartões amarelos para o time Alviverde e posse de bola foi 57% do Santos e 43% do Palmeiras.

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Como todo clássico, foi resolvido em detalhes, e podemos apontar alguns:

  • As disposições táticas eram bem parecidas: o Santos levava vantagem pela marcação alta e intensa movimentação de Lucas Lima e Vitor Bueno, Felipe Melo acompanhava Lucas Lima pelo campo todo mas não o impediu de criar situações de perigo.
  • Os dois goleiros em tarde inspiradíssima, o zero no placar no primeiro tempo deve-se a eles. Fernando Prass continua merecendo uma chance na Seleção principal e Wladimir tornou-se um goleiro confiável para o time e para a torcida, podendo evoluir muito mais por ser ainda jovem.
  • As duas defesas não levaram vantagens sobre os ataques. Os três laterais do Palmeiras tiveram muitos problemas com quem aparecia pelos lados, sendo o lado esquerdo da defesa do Palmeiras foi o mais explorado insistentemente o jogo todo, nem Zé Roberto e depois Egídio conseguiram parar as jogadas pelo setor, o gol do Santos saiu por ali. As falhas capitais do Santos foram na sua lateral esquerda, faltou cobertura ao Zeca nos dois gols.
    As duas duplas de zagueiros de meio fizeram varias lambanças na saída de bola e falhas de cobertura, principalmente no fim do jogo pelo lado do Santos. Observei muito o zagueiro Mina e não vi nada de extraordinário na sua atuação, nada que justifica se tanta badalação.
    Não sei se estava em uma tarde infeliz, em dois lances cruciais ele ficou assistindo os atacantes concluírem, uma o Bruno Henrique cabeceou na trave e a outra com o Ricardo Oliveira de letra, ele não cortou o cruzamento para conclusão e a bola passou na frente dele, em ambos a disputa seria com ele.
  • Borja e Guerra destoaram do restante do time. Guerra não se achou em campo, ainda procura o posicionamento correto e Borja em nenhum momento levou vantagem sobre a defesa, apenas uma conclusão dentro da área e dois chutes de fora. Pouco para quem custou os olhos da cara.
  • O Palmeiras não se abalou com o gol do Santos, continuou na mesma toada. Eduardo ganhou o jogo com duas alterações, trocou dois jogadores que já não vinham produzindo nada, por dois atacantes descansados, ganhou o jogo pela variedade de peças para trocar. O time do Santos completo é melhor tecnicamente que o do Palmeiras, mas o Verdão leva vantagem no elenco e esse foi o diferencial.

Espero que os dirigentes do Santos, não venham a ficar questionando o trabalho de Dorival Jr, que tem sido consistente e em evolução constante, devem se preocupar em dar condições a ele de trabalho, alguns jogadores que chegaram e ainda não estão em sua melhor forma, estão em adaptação ao estilo de jogo e ao futebol brasileiro, o time mostrou que completo e em forma ira disputar todos titulo do ano.

Nota triste: Felipe Melo precisa aprender a pensar o que vai falar e principalmente a respeitar a casa onde está como visita, desdenhar de Vila Belmiro, foi uma tremenda falta de respeito a um dos maiores templos do futebol mundial.