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Comentarista do SporTV crava: “Palmeiras tem mais potencial” na Libertadores

Com a experiência de quem já foi vice-campeão da Libertadores com o Grêmio em 2007, e de quem não conseguiu superar a fase de oitavas de final com o Corinthians, em 2010, o ex-zagueiro William Machado e atual comentarista do SporTV bateu um papo com o Torcedores.com e fez uma ampla análise do atual cenário que a competição continental apresenta.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/SporTV

Palmeiras, Flamengo, Chapecoense, Santos e Atlético-PR já disputaram duas partidas na fase de grupos, enquanto Atlético-MG, Grêmio e Botafogo ainda aguardam pela segunda rodada. Sem nenhuma grande afirmação em termos de resultados, e tampouco decepção entre os brasileiros nesse início de torneio, William Capita vê o Palmeiras como o time mais pronto para ir longe.

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“O Palmeiras tem um elenco muito forte, com peças de reposição de um nível muito alto. Isso, para mim, é o que faz classificá-lo como o clube brasileiro e até mesmo como o clube dessa Libertadores com o maior potencial de vitória. Quando você tem esse tipo de investimento e de qualificação no elenco, isso te dá uma tranquilidade, principalmente com lesões e suspensões que fazem parte do nosso esporte”, disse.

Após empatar fora de casa com o Tucumán, o Palmeiras venceu o Jorge Wilstermann em casa e tem quatro pontos no seu grupo. Para William, a força do elenco alviverde é uma das armas em uma competição longa como a Libertadores. Só neste ano, nomes como Guerra, Borja, Felipe Melo e Willian Bigode se somaram ao elenco campeão brasileiro de 2016. O comentarista do SporTV acredita que, dentre os brasileiros, é o Santos quem tem mais condições de fazer frente ao Verdão.

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Felipe Melo

William vê Santos próximo do Palmeiras (Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras)

“Se a gente supor que ninguém vai se machucar, que é uma coisa rara, time por time eu vejo o Santos com um time muito forte, pelo tempo que joga junto, e os jogadores já se conhecem. Quando enfrenta o Palmeiras são jogos em que o mando de campo tem prevalecido nos últimos anos. Isso dá uma dimensão do equilíbrio das forças que se equivalem”, avaliou o ex-zagueiro.

Grêmio “parecido” com o de 2007 e Galo em busca do equilíbrio

Capitão gremista na sempre lembrada campanha de 2007, quando apenas o Boca parou o bravo Grêmio treinado por Mano Menezes, William vê semelhanças entre aquele time e o atual comandado por Renato Gaúcho. Ele fala em “organização” e “superação” para que o tricolor possa avançar no torneio. O início foi animador: atuando na Venezuela, os gaúchos fizeram 2×0 no Zamora com relativa tranquilidade. No dia 11, recebem na Arena o Iquique.

Douglas virou desfalque no Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

“Vejo o Grêmio mais ou menos como o Grêmio de 2007. Ou seja, um time que precisa muito da organização e da superação para poder enfrentar principalmente os brasileiros, mas isso não é nenhuma surpresa na história do Grêmio. Pensar que o Grêmio terá que fazer isso para se equiparar, é como falar para os jogadores jogarem como o Grêmio sempre jogou. Então não vejo isso como uma grande dificuldade. O problema são algumas lesões, como Douglas, então substituir certos jogadores fica mais complicado”, acrescentou, lembrando da lesão nos ligamentos do joelho do camisa 10.

Para Capita, o Atlético-MG, por exemplo, ainda depende de encontrar o “equilíbrio” para ir bem na competição. Com peças ofensivas de qualidade, William entende que o desafio do técnico Roger Machado é fazer o time ser equilibrado quando não estiver com a bola.

“O Atlético-MG tem um bom elenco, agora treinado pelo Roger, um técnico promissor. A dificuldade é equilibrar o sistema defensivo e o ofensivo, e o Roger tem essa dor de cabeça para montar o time quando está sem a bola. Esse é um cenário difícil para o Galo, já demonstrado na final da Copa do Brasil do ano passado contra o Grêmio. Que sem a bola, o Galo seja um time que saiba marcar. sem sofrer tanto”, colocou.

Fla em busca de afirmação e os franco-atiradores

Na avaliação de William, o Flamengo cresceu de produção a partir da chegada de Zé Ricardo no meio do ano passado, mas ainda busca a afirmação ideal para “encorpar” na Libertadores. Em um grupo embolado que conta com times do porte de San Lorenzo e Universidad Católica, além do Atlético-PR, o Fla tem três pontos em dois jogos – vitória sobre o San Lorenzo e derrota para a Católica.

Chapecoense, Atlético-PR e Botafogo, na visão do ex-zagueiro, são os “franco-atiradores” entre os brasileiros nessa edição. Ele elogia as equipes e acredita que o fato de estarem relativamente desacreditadas pode ser benéfico para avançarem às fases posteriores.

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