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Em “alto nível” no Palmeiras, Fernando Prass explica insucesso no Grêmio

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

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Foto: Palmeiras

Crédito: Crédito de imagem: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A liderança, a titularidade e a idolatria que marcam a atual trajetória de Fernando Prass no Palmeiras de certa forma escondem o insucesso em outro grande clube do futebol brasileiro. Nascido em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, Prass fez toda a sua categoria de base no Grêmio e subiu para o profissional em 1998, mas esbarrou em um grande problema chamado Danrlei.

Prass subia aos profissionais do Grêmio no final da década mais dourada da história do tricolor gaúcho, que empilhava títulos atrás de títulos sempre com o ídolo Danrlei embaixo das traves. Naquele momento, era impensável que um outro arqueiro – ainda mais vindo da base – teria a condição de ganhar a posição de um verdadeiro ícone gremista. Essa condição, na avaliação de Prass, prejudicou a sua caminhada no velho estádio Olímpico.

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“Eu acho que não tive muitas chances no Grêmio porque ainda não era o meu momento. O Grêmio tinha na época o Danrlei, que era ídolo, e mais o Murilo, ou seja, eles estavam há muito tempo no clube e tinham muita qualidade”, resumiu Prass em entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

Ciente de que no Grêmio só teria aparições breves e esporádicas, Prass, que ainda era só Fernando, teve a convicção de que precisava viver novos ares e aceitou ser emprestado para o Francana, em 2000, e para o Vila Nova, em 2001. Suas boas atuações no time goiano chamaram a atenção do Coritiba, que o contratou no ano seguinte e o manteve até 2005, quando foi negociado com o Leiria, de Portugal.

Palmeiras
Goleiro virou ídolo dos palmeirenses (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Na volta ao Brasil, Fernando Prass foi contratado pelo Vasco e foi titular absoluto do time carioca, tendo participação importante nos títulos da Série B de 2009 e da Copa do Brasil em 2011. Aceitou a proposta do Palmeiras em 2013 e desde então tem construído uma trajetória de ídolo no gol palmeirense. Se vê em “alto nível”, o que, em sua análise, permite sonhar com seleção brasileira.

“Eu acho que tem que ser um objetivo sim (voltar à seleção), porque se eu estou jogando como titular do Palmeiras, e ainda jogando em alto nível, enfim, não que eu vá conseguir chegar, mas acho que eu me dou o direito de poder sonhar com a seleção”, comentou.

Grêmio, o ex-clube, como possível rival na Libertadores 

Grêmio
Foto: Divulgação/Grêmio

Por ser criado dentro do Grêmio – e ter vivido de perto o time “copeiro” dos anos 90 -, Prass prega muito respeito ao atual elenco tricolor. O goleiro do Palmeiras relembra a Copa do Brasil do ano passado, vencida pelo Grêmio, que nas quartas de final eliminou o próprio clube paulista.

“O Grêmio, sim, atualmente é um candidato muito forte. É um time que foi campeão da Copa do Brasil no ano passado e é um clube que sempre vai muito bem nesses torneios estilo Libertadores e Copa do Brasil, de mata-mata, então é sempre um time muito forte”, destacou.

Em chaves opostas, as duas equipes começaram bem na Libertadores. O Palmeiras, que já jogou duas vezes, somou quatro pontos e lidera o Grupo 5. O Grêmio, por outro lado, atuou apenas uma vez e venceu o Zamora, fora de casa, e está em primeiro no Grupo 8. Na próxima semana, os gaúchos recebem o Iquique, do Chile, e o Verdão enfrenta o Peñarol, do Uruguai, em São Paulo.

Ouça uma resposta de Fernando Prass ao Torcedores: