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Rival provoca Aldo e se diz preparado para ouvir ‘Uh! Vai morrer!’ no UFC 212

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Max Holloway irá enfrentar José Aldo no UFC 212, no Rio de Janeiro (Foto: Renato Senna/Torcedores.com)

No dia 3 de junho dois lutadores subirão ao octógono no Rio de Janeiro como campeões do peso pena do UFC, mas apenas um deles sairá com o cinturão. O campeão linear José Aldo vai enfrentar o campeão interino Max Holloway na Jeunesse Arena.

Os torcedores brasileiros costumam transformar os ginásios em territórios extremamente hostis para os gringos, embalados por gritos de apoio aos lutadores locais, alternados com o clássico “Uh! Vai morrer!”. O havaiano, porém, afirma que nada disso irá ter influência na sua atuação no UFC 212.

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“Eu espero o grito de ‘Uh! Vai morrer!’, eu espero isso. As coisas são assim, isso é a vida. E como eu posso absorver isso? No final das contas, seremos eu e Aldo no octógono e eu tenho que respeitar os fãs dele”, afirmou o campeão interino em entrevista à reportagem do Torcedores.com.

Entre uma provocação e outra, Holloway criticou o fato de Aldo ter adiado o duelo entre ambos duas vezes e disse que o brasileiro procurou o caminho mais fácil, lutar em casa.

“Ele deveria me enfrentar no UFC 205, ele teve a chance de lutar contra mim no UFC 206 e isso não aconteceu. (…) E ele está fazendo isso da forma mais fácil, fazendo a luta no seu quintal e aqui estamos, promovendo a luta e vamos ver o que acontece”, reclamou o havaiano.

Veja abaixo a entrevista completa com o campeão interino dos penas Max Holloway:

Admiração pelo Brasil

“(O Brasil) é fantástico, cara. Amei este lugar. Aqui foi onde o MMA nasceu eu estou muito empolgado para lutar diante deste pessoal. O povo é maravilhoso, tem uma energia muito boa. Eu vou lutar contra o Aldo e eu olho a luta só como uma competição. Eu fui à praia de Copacabana, é uma praia muito bonita. A estátua do Cristo Redentor é algo que eu vou visitar, com certeza. Eu vou ao Pão de Açúcar também. Estou empolgado para conhecer a cultura.”

Lutar com torcida contra

“É assim. Tenho certeza que se fosse no Havaí, a torcida estaria do meu lado. Aqui é um território hostil e nessa luta eu sou o vilão. E eu vou lutar contra o Aldo, que é o melhor da categoria há um tempo. E para ser o melhor, você tem que vencer o melhor.”

Demora para a luta acontecer

“Ele deveria me enfrentar no UFC 205, ele teve a chance de lutar contra mim no UFC 206 e isso não aconteceu. Nós não tínhamos contrato para o 208, mas foi algo que o Dana (White) me falou. E então eu me machuquei. Eu fui examinado por um médico e ele disse que eu não poderia lutar. O que eu iria fazer? Ignorar o médico que falou ao UFC que eu não poderia estar lá? As coisas são assim, toda essa coisa da luta com o Aldo ainda está rolando. Vamos ver, o dia 3 de junho é o dia que ele tem que aparecer. E ele está fazendo isso da forma mais fácil, fazendo a luta no seu quintal e aqui estamos, promovendo a luta e vamos ver o que acontece.”

Provocação sobre levar o filho à Disney

“Eu realmente queria levar meu filho à Disney. E eu o levei. Quando você luta duas, três vezes por ano, você merece um descanso. O pessoal começou a me chamar de Max Holiday (feriado em inglês) e eu abracei isso: venha e aproveite! Aldo estava acostumado a lutar uma vez por ano, então é melhor ele aparecer. Eu sei que o Brasil está em recessão e vocês nos trouxeram aqui. Mesmo escolhendo lutar uma vez por ano, ele não aparece para lutar algumas vezes. Vamos ver o que acontece.”

Respeito a Aldo

“Eu o respeito como lutador. Eu seria um idiota se não o respeitasse. O que ele fez para o esporte foi bastante. Ele fez muito pelo Brasil e pelo MMA. Estou empolgado com a oportunidade de estar no octógono com ele. Eu assisto às suas lutas desde que eu tinha 17, 18 anos de idade, ainda na época do WEC, e agora eu estou lutando contra ele, eu tenho 25 anos. Isso diz muito sobre ele. Um cara que está no topo for tanto tempo. Então, como lutador eu sempre vou ter que respeitá-lo.”

Aldo vs McGregor

“Aquela foi a noite de um cara. Foi um soco que entrou, isso é o MMA. Essa é a beleza do MMA. Coisas acontecem, m… acontecem. Ele tomou a decisão errada. A luta foi muito rápida, mas é assim. É hora de seguir em frente. Ele venceu o Frankie Edgar e aqui estamos no UFC 212. Mal posso esperar para estar no octógono.”

Está tentando entrar na mente de Aldo com a provocações?

“No fim das contas, o que eu estou fazendo é promover a luta. Eu estou aqui promovendo uma luta e estou promovendo mais que ele. Ele pode pensar o que ele quiser. Eu quero enfrentar o melhor José Aldo. Mas se ele quiser que eu não diga nada, apenas aperte sua mão e não venda pay per views, ele está louco. Eu estou aqui tentando fazer com que as pessoas vejam a luta. Eu não estou tentando entrar na cabeça dele, eu quero o melhor dele.”

Clima hostil criado pela torcida brasileira

“Eu espero o grito de ‘Uh! Vai morrer!’, eu espero isso. As coisas são assim, isso é a vida. E como eu posso absorver isso? No final das contas, seremos eu e Aldo no octógono e eu tenho que respeitar os fâs dele. E é assim onde quer que você vá. Se nós fôssemos ao Havaí, eu tenho total certeza que os havaianos estariam loucos. Eu amo a cultura de vocês, eu amo lutar contra lutadores brasileiros. Mas no final da luta, a gente está legal! Ficou tudo certo pros dois lados. E é ótimo que vocês apoiem os lutadores de vocês dessa forma. Lutar é loucura, é insano. E você precisa ter essa loucura. Falam que os brasileiros não são muito legais com os lutadores de fora. Meu amigo Kevin Lee acabou de lutar aqui e estava falando comigo sobre isso. Ele falou como ele era odiado antes da luta por causa das coisas que ele estava falando. Depois que ele venceu, vários fãs foram falar com ele, o parabenizaram pela vitória, agradeceram por ele vir ao Brasil. Fãs são assim, eles vão torcer por quem eles quiserem torcer. Estou pronto para isso. A vida é assim. Eu não posso pará-los, nem ficar me lamentando: ‘por que vocês estão fazendo isso comigo?'”