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Nepomuceno justifica viagem à Itália e fala sobre novo estádio do Atlético-MG

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Colaborador do Torcedores

Daniel Nepomuceno

Crédito: Bruno Cantini/Atlético

O presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, esteve ontem na Cidade do Galo, em Vespasiano, acompanhando o último treinamento da equipe que encara hoje às 19h30, o Sport Boys, da Bolívia, na Arena Independência. Na terça, o dirigente esteve na Itália, onde viu de perto a vitória da Juventus sobre o Barcelona, pela Liga dos Campeões.

O dirigente que também ocupa um cargo na Prefeitura de Belo Horizonte, pediu licença não remunerada e disse que o intuito da ida para a terra da pizza foi conhecer o Juventus Stadium para entender todo o projeto de implementação da casa do clube italiano. O mandatário atleticano destaca a importância do Galo ter o seu próprio palco.

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Não dá para um clube grande aumentar seu número de sócios sem ter o palco dele, sem ter a garantia de fazer isso. Os números todos mostram o tanto que é viável. A discussão entre Independência e Mineirão, isso não vai ter fim. Eu confio muito na torcida do Atlético e ela vai abraçar o projeto. Já tinha tido o convite há mais tempo, mas o objetivo principal foi conhecer o estádio. Fiquei encantado. Nosso projeto espelha muito no estádio da Juventus, porque é um estádio pequeno, para 42 mil pessoas, que custou 100 milhões de euros, com uma torcida muito parecida com a do Atlético, que incentiva, que levanta o time, e eu não conhecia”, afirmou Nepomuceno para à Rádio Itatiaia.

Tenho até que agradecer os diretores da Juventus, o Daniel Alves (lateral), que nos levou para jantar pós partida, mas foi um espetáculo. Valeu a pena ter ido. Para se ter uma ideia, até um hospital tem dentro do estádio, para se ter uma ideia do nível de desenvolvimento. eu, apesar de não ficar conversando com muita gente em rede social, por opção, hoje a rede social se propaga muito rápido, as pessoas falam demais, claro que pedi licença sem remuneração apesar de acreditar que um estádio é desenvolvimento para uma cidade, mas tinha uma comitiva da CBF, da Federação (Mineira), então, o principal objetivo é esse. Futebol, quando não é do Galo, gosto de ver em casa, que é um dos poucos momentos que tenho para descansar, mas valeu muito a pena. Como futebol e como desenvolvimento, estamos muito longe do que eles estão desenvolvendo lá. Tem que espelhar para ter espetáculo dentro do futebol brasileiro parecido com o que eu vi ontem”, completou.

Pés no chão

Daniel alerta que não fará nenhuma loucura financeira como foi feito na construção das Arenas para a Copa do Mundo. De acordo com ele, a capital mineira não pode ficar refém do Mineirão.

Por mim, já tinha começado há muito tempo. Temos que ter agora aprovação do governo (municipal). Sempre falo que, quem vai decidir pelo estádio ou não é o conselho do Atlético, ele que é o patrão, ele que determina qual será o novo patrimônio do clube. E o meu dever é que o estou fazendo, de não fazer nenhuma loucura porque a gente viu nos últimos anos o que foi gasto, o que foi rasgado de dinheiro público e privado para fazer as arenas, que praticamente todas dão prejuízo, com exceção de duas que a gente conhece, que é a do Palmeiras e a do Atlético-PR. Você não tem segurança no governo, segurança no mercado, mas avançamos. Todo ano você tem um novo parceiro, você tem a pessoa que quer investir”.

“Como eu digo, não vou fazer arena por vaidade, para colocar dinheiro do futebol do Atlético, vamos fazer porque é necessário. Time grande tem que ter casa própria. Você vê a dificuldade que é a discussão entre Independência e Mineirão e isso não vai ter fim. Outro dia alguns empresários do ramo de entretenimento diziam que não conseguem trazer show para Belo Horizonte porque não conseguem agendas no Mineirão, porque o Mineirão tem que respeitar a agenda do futebol, e essa polêmica que está da empresa que tem concessão do Independência com o América de querer colocar uma nova ala para poder aumentar mais pessoas nos jogos da Libertadores. É um retrocesso não pensar em desenvolvimento em duas áreas: esporte e principalmente a abertura de eventos ou feiras. Belo Horizonte é a terceira capital do país e fica refém“, finalizou.