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Andrés Sanchez desabafa e diz que Arena Corinthians não teve corrupção

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Foi editor do semanário BolanoBarbante, apaixonado por esportes, entusiasta das corridas de rua e dos jogos de tênis.

Crédito: Corinthians/Divulgação

A Arena Corinthians foi construída para a Copa do Mundo de 2014 e desde então várias suspeitas de corrupção foram levantadas, principalmente pelo valor final, que ultrapassou R$1 bilhão. Os rumores só aumentaram com as investigações da operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal. Nesta quinta-feira, o ex-presidente do Timão, Andrés Sanchez, se manifestou sobre o imbróglio.

“Após as delações nas investigações da empreiteira Odebrecht está ficando claro que a Arena Corinthians não teve desvio de dinheiro, não teve corrupção, foi simplesmente um negócio de todas as partes, prefeitura, governo do estado e governo federal. O Corinthians sempre deixou claro que assumiria seus R$ 400 milhões e nós corintianos, com ajuda de todo torcedor, vamos pagar esse dinheiro do BNDES”, disse Sanchez em seu perfil oficial no Instagram.

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Nesta semana, o caso voltou a ficar em evidência depois que os delatores Emílio Alves Odebrechet, patrono da construtora, e seu filho, Marcelo Odebrechet, além de Benedicto Barbosa Silva Júnior – homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht – , Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Luiz Antônio Bueno Júnior prestaram depoimento à Procuradoria-Geral da República.

O plano de negócios da Arena foi arquitetado em um jantar na casa de Marcelo Odebrecht, segundo consta no depoimento de próprio delator, onde na ocasião teriam participado o então presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o diretor de marketing do clube paulista, Luiz Paulo Rosenberg e o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho; além do ex-prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, e o ex-atacante Ronaldo.

Ainda de acordo com Marcelo, Kassab havia se comprometido a contribuir com R$420 milhões, além do custo com uma estrutura provisória para receber o jogo inaugural da Copa do Mundo, que giraria em torno de R$ 100 milhões. Contudo, o delator afirma que tal verba nunca foi disponibilizada pela prefeitura e com isso, a Odebrecht foi obrigada a investir no projeto.

Porém, na delação, Marcelo destaca que houve uma manobra para que o empréstimo fosse concedido ao Corinthians. Para que a situação não gerasse mal estar com os bancos, devido ao valor alto do empréstimo a um clube de futebol, que em suma tem muitas dívidas, foi criado uma conta desvinculada do time paulista, para que o dinheiro fosse recebido.

Sobre o ocorrido, o Corinthians divulgou a seguinte nota:

O Sport Club Corinthians Paulista, tendo tomado conhecimento de trechos da delação do Sr. Marcelo Odebrecht que envolvem a Arena Corinthians, vem a público reforçar que quaisquer irregularidades ou desvios de conduta, constatados por autoridades ou não, serão devidamente apurados pelo Clube, que tomará todas as providências para resguardar seus direitos e buscar a punição dos responsáveis, bem como diligenciará para garantir que todos os prejuízos causados ao Clube e à Arena Corinthians sejam devidamente ressarcidos.

Nesse contexto, o Clube ratifica seus posicionamentos oficiais anteriores, no sentido de que as dificuldades para a liberação dos CIDs, que sofreram grande atraso, bem como a negativa da Prefeitura de São Paulo quanto ao pagamento das obras específicas para a Copa do Mundo na Arena Corinthians, muito nos prejudicaram.

Como também já esclarecido em outras oportunidades, essas situações fizeram com que o custo total da obra aumentasse, chegando a um valor final maior do que o esperado, o qual, com grande esforço, está sendo pago pelo Corinthians.