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STF marca data para julgamento de recurso do Flamengo sobre Brasileirão de 87

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Arte: Torcedores.com

Nos próximos dias, o Flamengo não entrará em campo, porém os dirigentes rubro-negros estão bastante ansiosos com a chegada do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) referente ao recurso impetrado pelo clube, que tenta ser reconhecido como vencedor do Campeonato Brasileiro de 1987. Caberá ao ministro Marco Aurélio de Mello ser o relator da sessão que pode colocar um ponto final em uma das maiores polêmicas do futebol nacional.

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A decisão chegou ao STF após recurso do Flamengo diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em abril de 2014, de apontar o Sport como o único vencedor da chamada Copa União. A posição também foi acatada pelo STF e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) posteriormente, apesar de o clube da Gávea se considerar hexacampeão nacional.

Caso o recurso flamenguista for acatado, os cariocas também serão declarados campeões do Brasileirão de 87. O STF é a última instância para o Flamengo tentar uma legitimidade oficial do troféu conquistado.

“É um momento relevante, tende a ser algo que se aproxime do fim. Não posso afirmar que será a última decisão, mas será importante. O Flamengo está confiante que a vitória nos campos também será traduzida em vitória jurídica. Confiamos que o STF fará justiça”, disse Flavio Willeman, vice-presidente jurídico do Flamengo.

ENTENDA A POLÊMICA

Em 1987, a CBF estava falida e se considerou incapaz de organizar o Campeonato Brasileiro. Os clubes então tomaram a frente para organizar a competição, vender patrocínios e a transmissão e criaram o “Clube dos 13” (os fundadores foram Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro e Bahia).

Com o aval da CBF, realizaram a Copa União, convidando Coritiba, Santa Cruz e Goiás, a pedido da entidade, para contemplar outras regiões do Brasil.

A Copa União foi disputada em quatro módulos, sendo o Verde composto pelos 13 integrantes além de Goiás, Santa Cruz e Coritiba, deixando de fora o Guarani, vice-campeão do ano anterior, e o América/RJ, 4º colocado – considerado como primeira divisão – e o Módulo Amarelo, a segunda divisão.

A CBF resolveu organizar mais dois módulos: Azul e Branco, que eram equivalentes à terceira divisão.

Os módulos foram disputados: o Flamengo conquistou o Verde na final contra o Internacional. Foi então que surgiu a grande polêmica, pois segundo a CBF os dois clubes teriam que se juntar a Sport e Guarani, que se classificaram no Amarelo, para disputar um quadrangular, em turno e returno.

Entretanto Flamengo e Inter se recusaram a disputar porque, segundo eles, o regulamento foi alterado à revelia do Clube dos 13. Sport e Guarani, então, venceram os jogos por W.O. e fizeram a final, vencida pelo Sport. A CBF declarou o time pernambucano campeão brasileiro daquele ano, o que permanece até os dias de hoje.