Visão do Repórter: Lucas Barrios não pode mais ser reserva do Grêmio

O tão sonhado “fazedor de gols”, enfim, desembarcou na Arena. Era um mantra: a cada coletiva de imprensa na reta final do ano passado, o então vice-presidente de futebol Adalberto Preiss repetia a necessidade do tal 9. Depois das frustrações com Bobô e Henrique Almeida, o Grêmio abriu a temporada de 2017 com um novo nome para o comando de ataque: Lucas Barrios.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Depois de uma boa participação no título da Copa do Brasil do Palmeiras em 2015, o paraguaio teve uma queda de rendimento na temporada seguinte e conviveu com constantes lesões musculares, que o tornaram mero coadjuvante no título brasileiro. Para 2017, o Palmeiras “inflou” o seu ataque com jogadores como Borja e Willian, e Barrios sentiu que era o momento de sair. Aceitou a proposta do Grêmio.

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Demorou a engrenar, é verdade. Decepcionou em algumas oportunidades, mas agora parece pronto para assumir a condição de protagonista do ataque tricolor. No último domingo, durante a fatídica eliminação na semifinal do Gauchão nos pênaltis para o Novo Hamburgo, Barrios já tinha feito um gol no tempo normal e agradado aos torcedores pelo desempenho.

A boa atuação no Estádio do Vale o recompensou com uma vaga de titular nesta quinta-feira, contra o Guaraní, na Arena, pela Libertadores. E, no jargão do funcionalismo, Barrios “bateu o cartão” contra os paraguaios. Em uma grande atuação, ele marcou três gols, mostrou presença de área, reteve a bola na frente, ajudou na posse e, com justiça, foi muito aplaudido pelos torcedores.

“Sempre prometi trabalho, naturalmente você consegue os gols. Não prometo gols, só trabalho. Fico contente de fazer os gols, ajudar o time, neste momento que a gente precisava de uma boa vitória. Os gols não são só meus, são dos meus companheiros”, destacou o autor do hat-trick, que levou a bola do jogo para casa.

Ter um centroavante de ofício na equipe representa a incessante chance de marcar um gol. Seja por uma bola alçada na área, por um rebote do goleiro ou em uma conclusão de bela jogada – como foi no segundo gol contra o Guaraní, em bela assistência do lateral-esquerdo Marcelo Oliveira. Há centroavante pronto na Arena.