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4 erros de Eduardo Baptista no comando do Palmeiras

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Jornalista formado pela FIAM-FAAM. Setorista do Internacional e do Fluminense no Torcedores.com. Também escreve sobre o Palmeiras no site. Contato: mohamed.nassif12@hotmail.com

Palmeiras

Crédito: Cesar Greco/Palmeiras/Divulgação

Na noite da última quinta-feira, o Palmeiras demitiu o treinador Eduardo Baptista, após a volta do clube da Bolívia, onde perdeu um jogo pela Libertadores da América para o Jorge Wilstermann.

A passagem do comandante não encheu de orgulho os palmeirenses. Time muito inconstante e um péssimo futebol fora de casa fizeram com que o comandante sofresse muita pressão. E a diretoria colocou um fim na Era Baptista com a derrota na altitude.

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Eduardo cometeu alguns erros no Palmeiras. Desde sua chegada, tentou implantar o esquema 4-1-4-1. Deixou a equipe com apenas um volante, “transformando” Tchê Tchê em um meia, o tirando de posição. O esquema da temporada passada não existia mais, ou era mudado aos poucos.

Em relação a posições, Eduardo buscou algumas improvisações e mudanças em horas erradas que talvez fossem melhor não testar. Colocou Roger Guedes na esquerda contra o Ituano e em alguns outros jogos, mesmo que a posição dele sempre tenha sido a ponta direita, pela característica de jogo dele. Contra o Peñarol no Uruguai, testou uma formação com três zagueiros e quase perdeu a partida, tendo tomado 2 a 0 logo no primeiro tempo. No segundo tempo, acertou a equipe, mas não será sempre que o time vai virar depois de um primeiro tempo tão abaixo.

Se dentro de casa o time conseguia buscar os resultados, ainda que no último minuto, fora de casa o desempenho era fraco. O Verdão sofreu gol em todos os jogos como visitante, exceto contra o Linense, que também não era mandante já que o jogo foi em Araraquara. Fora de casa, o time sempre sofria e encontrava dificuldades. As más partidas fora de casa foram fundamentais para a queda do treinador. Contra a Ponte Preta no Paulista, o 3 a 0 foi sinônimo da péssima campanha que o time faz longe do Allianz Parque. Quando enfrentou um time um pouco mais forte e organizado, se perdeu em campo.

As poucas variedades em esquemas e as poucas jogadas que o time fazia deixavam o torcedor impaciente. Rivais de São Paulo e de outros estados mostravam evolução e o Palmeiras não. Um time pragmático, que pouco construía e que tinha menos movimentação entre seus jogadores. Não à toa, o time ficou apenas 48 minutos vencendo na Libertadores deste ano, um pouco mais de um tempo. Eduardo deveria ter feito o time ter mais jogadas ensaiadas, mais movimentações, triangulações. Faltou o famoso “padrão de jogo”. Ele teve tempo para isso. Ficou quatro meses no cargo, teve toda a pré temporada e o Campeonato Paulista, o mais fácil dos torneios que iria disputar no ano.