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Ajax: voltando a ocupar o papel de protagonista

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Colaborador do Torcedores

Escudo

Crédito: Ajax (Foto: Reprodução)

O Ajax, maior campeão holandês da história tenta voltar ao patamar dos gigantes na Europa.

O time consegue chegar à decisão de um torneio continental 21 anos depois de perder uma final de Champions League para a Juventus. Agora o Ajax vai decidir a Liga Europa no próximo dia 24, contra o Manchester United em Solna, na Suécia.

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Apesar de ter ficado de fora dos holofotes europeus nos últimos anos, o time é o maior campeão em seu país, com 33 títulos. PSV com 23 e Feyenoord com 14 vêm na sequência. No atual campeonato o time ainda tem chance de buscar o troféu na última rodada, quando enfrenta o 12º colocado Willem II, fora de casa. Já o líder PSV, um ponto a frente do time de Amsterdam, joga em casa contra o Zwolle, uma posição atrás do adversário do Ajax. Uma tarefa muito difícil, mas no futebol nada é impossível.

Levantar a taça da Liga Europa também não será fácil, mas com jovens talentos o time volta a ser destaque na imprensa internacional e caso vença o Manchester United vai conseguir o seu primeiro troféu continental desde 1995, quando encantou o mundo pela segunda vez.

Ajax e o carrossel holandês

A primeira vez em que o time de Amsterdam roubou a cena foi na década de 70 com o tricampeonato europeu. Dois anos antes do primeiro título, o time conseguiu chegar à final da European Cup (atual UEFA Champions League) mas perdeu para o Milan por 4 a 1. Essa foi a primeira vez em que um time holandês decidiu o torneio. Já nas temporadas 1970-71, 1971-72 e 1972-73 o time levantou o troféu em sequência, ao bater o Panathinaikos da Grécia e Internazionale e Juventus da Itália.

O time contava com estrelas como Johan Neeskens, Piet Kaizer e principalmente Johan Cruyff, um dos maiores jogadores da história do futebol. O Ajax era base da seleção holandesa, que seria a sensação da Copa de 1974 na Alemanha. O time, que ficou conhecido como laranja mecânica, contava com os talentos e a maneira de jogar do time de Amsterdam.

Em 1972 o time também levantou a taça de campeão intercontinental, ao vencer o Independiente da Argentina. Em 1971 e 1973 o time se recusou a jogar o torneio mundial.

Nesta década o time também conquistou a Supercopa da UEFA (1973), três campeonatos holandeses (1969-70, 1971-72 e 1972-73) e três copas da Holanda (1969-70, 1970-71 e 1971-72).

O time-base era composto por: Stuy; Hulshoff, Vasovic (Blankenburg), Ruud Krol e Suurbier; Johan Neesken, Mühren e Arie Haan; Johan Cruyff, Rep (Swart) e Keizer (Van Dijk). No banco o comandante era o mesmo que viria a treinar a laranja mecânica, Rinus Michels, considerado por muitos um dos maiores técnicos da história e sem dúvidas um homem que ajudou a mudar o futebol taticamente, com o seu futebol-total. Michels foi técnico do Ajax de 1965 até 1971, quando rumou para Barcelona. O também ótimo treinador romeno Stefan Kovács foi o responsável por dar continuidade ao trabalho vitorioso.

A queda de um reinado

Após a conquista do tricampeonato europeu a brilhante geração do Ajax entrou em decadência. O craque Johan Cruyff seguiu os passos do treinador Rinus Michels e partiu para Barcelona. Um ano depois Johan Neeskens tomou o mesmo rumo. Com a saída de seus principais atletas o clube não conseguiu repetir as boas atuações que consagraram o Ajax como um dos maiores clubes de futebol da história.

Voltando ao topo nos anos 90

O Ajax só voltaria a brilhar na Europa na década de 90. Com um jeito parecido com o dos anos 70, o time conquistou a Champions League em 1994-95 ao vencer o Milan por 1 a 0. No ano seguinte veio o vice-campeonato, após derrota nos penaltis para a Juventus.

Mas o caminho para isso começou em 1991, com a chegada do treinador Louis Van Gaal. Já no ano seguinte o time venceu a Copa da UEFA (atual Liga Europa), com a ascensão do talentoso Dennis Bergkamp, que rumou para a Itália em 93, mas que foi muito bem substituído pelo jovem Patrick Kluivert.

A segunda equipe de ouro do Ajax atuava com muita velocidade e técnica, sendo difícil para qualquer adversário aguentar o ritmo dos holandeses. Mas após essa era e mais uma debandada de jogadores para outros times europeus, o Ajax parou no tempo novamente.

Esperança em 2017

Agora em 2017, o time volta a disputar uma final de torneio europeu. Mesmo que não vença o milionário Manchester United, o time parece estar no caminho certo, conseguindo utilizar o que sempre teve de melhor, jovens jogadores, técnica e velocidade.

Um dos destaque do time é o jovem Justin Kluivert, filho de Patrick Kluivert, estrela do time de 1995. Promovido aos profissionais nesta temporada, Justin não é um centroavante como o pai, mas sim um jogador de muita velocidade, técnica e ótima visão de jogo, que prefere atuar pelos lados do campo.

O treinador da equipe é o holandês Peter Bosz, de 53 anos, que comanda um time recheado de promessas. Confira o elenco:

Goleiros:

Onana, camaronês de 21 anos

Boer, holandês de 36 anos

Alblas, holandês de 22 anos

Defensores:

Tete, holandês de 21 anos

Veltman, holandês de 25 anos

Riedwald, holandês de 20 anos

Sánchez, colombiano de 20 anos

Westermann, alemão de 33 anos

Viergever, holandês de 27 anos

De Ligt, holandês de 17 anos

Zeefuik, holandês de 19 anos

Meias:

Sinkgraven, holandês de 21 anos

Klaassen, holandês de 24 anos

De Jong, holandês de 20 anos

Ziyech, marroquino de 24 anos

Van de Beek, holandês de 20 anos

Nouri, holandês de 20 anos

Eiting, holandês de 19 anos

Atacantes:

David Neres, brasileiro de 20 anos

Traoré, burkinabé de 21 anos

Younes, alemão de 23 anos

Cerny, tcheco de 19 anos

Cassierra, colombiano de 20 anos

Schöne, dinamarquês de 30 anos

Dolberg, dinamarquês de 19 anos

Clement, holandês de 20 anos

Kluivert, holandês de 18 anos

Se esses jovens jogadores vão conseguir colocar o Ajax de volta no patamar dos grandes times europeus, ainda é difícil saber, mas essa garotada está no caminho certo para o time de Amsterdam marcar pela terceira vez seu nome na história do futebol.