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Relembre CINCO das maiores rivalidades da história do tênis

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Getty Images

Começou a jogar tênis na década passada? Certamente foi porque viu o “sósia do Tarantino” contra o “fortão de regata”, não é? Começou um pouco mais cedo? Então é porque não saía da telinha com o “cabeludão” de calça rasgada” enfrentando o “bom moço” na rede… Ou não!

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Resumir 100 anos de tênis não é fácil, principalmente pela quantidade de lendas que desfilaram pelas quadras, seja na era amadora ou profissional do esporte. O Torcedores.com ousou e escolheu CINCO grandes rivalidades que até hoje são lembradas pelos fãs, sejam eles assíduos expectadores da raquete ou não.

Como recorte, escolhemos a era profissional do tênis (1968 para os homens, e 1975 para as mulheres) e tentamos dividir as ações entre feminino e masculino. Portanto não vamos colocar somente batalhas entre homens, porque, com certeza, você deve se recordar de grandes guerreiras também.

É claro que muita gente vai reclamar porque “fulano(a) x sicrano(a)” não está nessa tabela. Fiquem tranquilos, porque essa lista irá se repetir em nossas páginas, pois rivalidade é o que não falta no tênis.

Então, confira nossa 1ª lista!

1)BJORN BORG x JOHN McENROE – placar 7×7

Possivelmente se você hoje tem entre 25 e 30 anos, poderá perguntar a seus pais se lembram de Bjorn Borg. “É aquele loiro com faixa na cabeça?” será uma resposta bastante comum, ou algo do tipo. O loirão se tratava do sueco que conquistou seis vezes Roland Garros e era o rei do saibro até o surgimento de Rafael Nadal 30 anos depois. Entre os anos 70 e 80, Borg duelou bravamente contra o norte-americano John McEnroe. Por nome, talvez, seus pais não se recordem dele, mas é só ver a cara do sujeito para lembrar das confusões que Johnnie Mac aprontava. Era inegável, todavia, seu talento. De estilo saque-e-voleio, o americano fez duelos inesquecíveis contra Borg, como a grande final de Wimbledon em 1980, vencida pelo sueco em cinco sets. O confronto fez nascer até um filme esperado para passar nos EUA em 2017.

2) MARTINA NAVRATILOVA x CHRIS EVERT – placar 43×37

Muitas vezes as rivalidades extrapolam as quadras. Na maioria dos casos, o antagonismo se estende à personalidade dos rivais. Ou das adversárias, melhor dizendo. É o caso do grande duelo entre as norte-americanas Martina Navratilova e Chris Evert. Loira de olhos azuis e corpo esbelto, Evert era a perfeita descrição da “namoradinha da América” dos anos 1980. Navratilova, por sua vez, vinha da ex-Tchecoslováquia, era forte, masculinizada e homossexual assumida. Assim, as duas alimentaram um tênis bipolar, com duas jogadoras completamente distintas – Navratilova era canhota e batia o backhand com apenas uma das mãos, enquanto Evert era destra e disparava sua “esquerda” com duas mãos -, mas igualmente espetaculares.

3) PETE SAMPRAS x ANDRÉ AGASSI – placar 20×14

A década de 1990 do tênis masculino foi dominada amplamente pelos EUA. “Culpa” de Pete Sampras e André Agassi, dois gênios dentro da quadra, mas que não se bicavam, e não se bicam até hoje. Nem mesmo em exibição a rivalidade escapa. Em 2010, em jogo festivo para arrecadar fundos para as vítimas do terremoto no Haiti, “Pistol Pete” disparou um saque no corpo do rival, após Agassi fazer gracinha antes do serviço. Como dois irmãos birrentos, Agassi e Sampras mostraram que a competitividade ultrapassa, ao contrário de Navratilova e Evert, os limites da quadra. “É matar ou morrer” e foi assim na época como profissional. Sampras sacava e voleava com maestria, e Agassi, ora de brincos e calça rasgada, ora mais comportado, na linha de base para devolver no pé (ou no peito?) do adversário.

4) ROGER FEDERER x RAFAEL NADAL – placar 14×23

O tênis encantou-se a tal ponto com Roger Federer mandando no circuito que precisava de alguém para tornar o jogo mais “mortal”. Afinal parecia tudo perfeito com aquele suíço “gentleman” e seu tênis plástico. Não foi surpresa observar que sua “kriptonita” foi um garotão canhoto, musculoso, e de regata, e que corria de um lado para outro na quadra. Logo esse espanhol chamado Rafael Nadal começou a cansar, literalmente, o dono do esporte da raquete. Foram passando os anos e o ibérico evoluiu, ficou mais agressivo e fez o “rei” também fazer do seu jogo ainda mais perfeito. Não é à toa que, após 13 anos, essa rivalidade ainda é lembrada por tanta gente e hoje tanto Nadal, com seus 30 anos, e Federer, no alto dos 35, estão firmes na briga pelo topo do ranking.

5) STEFFI GRAF x MONICA SELES – placar final 10×5

Para um jogador tão dominante em uma modalidade, muitas vezes se faz necessário o surgimento de outro “titã” para que continue melhorando. Para que o espetáculo tenha mais sentido. Pode parecer novamente uma descrição de Federer x Nadal, mas essa também é a história da rivalidade entre a alemã Steffi Graf e a norte-americana Monica Seles. A alemã, campeã de 22 Grand Slams em simples, tomou as rédeas do circuito após o declínio de Navratilova x Evert. Em 1988, para se ter uma ideia, ganhou os quatro Majors e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul. Bastou uma americana de 16 anos destroná-la em Roland Garros em 1990 que fez tudo mudar. Graf, de estilo mais clássico, ficou atônita com a sensação Seles, heterodoxa de bater tanto a esquerda quanto a direita com duas mãos, e ambas rivalizariam muito mais se não fosse um incidente três anos mais tarde, quando um fã da alemã esfaqueou a americana, que nunca mais foi a mesma. Ainda assim, Seles abocanhou sete Slams.