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Desafio: conheça os famosos que passaram a viver com a deficiência

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Sou profissional na área de PcDs (Pessoas com Deficiência) e consultora sobre o tema. Crio elo entre empresas e profissionais PcDs, desenvolvendo relações que agreguem qualidade de vida para pessoas e geração de valor para empresas. Palestrante e Coaching, trago através do Torcedores.com informações sobre paratletas, suas modalidades e suas histórias de superações. Meu site: www.clickconsultoriapcd.com

Foto: Crédito: Flickr/CPB

Crédito: Crédito: Flickr/CPB 17/09/2016 - Brasil, Rio de Janeiro, Arena Olimpica do Rio na Barra - Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Basquete disputa quinto e sexto Brasil X Australia ©Cezar Loureiro/MPIX/CPB

Os atletas que estão começando a carreira ou aqueles que já estão há mais tempo, estão expostos a sofrer acidentes, e que até por causa desses acidentes terem que abandonar o esporte, seja por causa da perda de mobilidade de membros: ou inferiores ou superiores, ou qualquer outro tipo de deficiência. Agora vem a pergunta: “como ser, como agir, como lidar com a situação e de quem tem que vim o primeiro passo para a reabilitação?”.

Pois eu mesma sofri um acidente, mas eu tinha somente 1 ano e 4 meses. Então eu já cresci adaptando-me a tudo e a todos. Mas não me deixei abater por isso. A pedido do médico eu também cheguei a atuar em esporte, fiz uns 4 anos de natação e às vezes eu também ainda faço 1 hora de exercício com bicicleta ergométrica. Mas não dei continuidade no esporte, por não conseguir nadar para competição. Porém, eu já fui vice-campeã em Canastra (jogo de baralho que requer atenção).

Não é fácil para nenhum atleta tanto o que já nasceu com a deficiência quanto o que adquiriu a deficiência depois de mais velho. Porém a primeira pessoa a aceitar essa mudança repentina de vida é o próprio atleta, que ontem era “normal” e hoje virou PcD. E também ter o apoio da família e dos amigos.

Quem não se lembra de atletas que viraram PcDs (Pessoas com Deficiência) como:

Crédito: Ayrton Senna Oficial

Ayrton Senna que sofreu um grave e terrível acidente, vindo a falecer no dia 1º de maio de 1994 (e se tivesse sobrevivido ficaria com sequelas, pois foi atingido na cabeça);

Crédito: Facebook Oficial Fernando Fernandes

Fernando Fernandes de Pádua, de 34 anos, é um dos destaques brasileiros na canoagem paralímpica. Mas a fama do atleta começou bem antes, longe do esporte. Em 2002, ainda desconhecido do público nacional, ele participou da segunda edição do reality show “Big Brother Brasil”. Mas a grande mudança começou a acontecer em 2009. Naquele ano, Fernando sofreu um acidente de carro na Avenida República do Líbano, na zona sul da cidade de São Paulo. Na batida contra uma árvore, o modelo que já fazia algumas campanhas internacionais fraturou duas vértebras e precisou passar por uma cirurgia de descompressão da medula e fixação da coluna. O acidente tirou Fernando das passarelas e o colocou em uma cadeira de rodas.

Crédito: Facebook oficial Michael Schumcher

Michael Schumacher que no dia 29 de dezembro de 2013, envolveu-se num grave acidente enquanto esquiava na estação de Meribel nos Alpes Franceses. O ex-piloto bateu a cabeça numa pedra e entrou em coma.

Crédito: Lais Souza

Laís Souza que em 27 de janeiro de 2014 mudou a vida por causa de seu acidente. Durante uma atividade nos EUA, a brasileira – que se preparava ao lado da também ex-ginasta Josi Santos – se chocou contra uma árvore fora dos treinamentos específicos de esqui aéreo e sofreu gravíssima lesão – ela não realizava acrobacias costumeiras da modalidade. Laís foi socorrida instantaneamente por Josi e pelo treinador Ryan Snow, que a acompanhavam. A atleta foi, então, levada a um hospital, onde tomou conhecimento do seu caso: grave e bastante sério. Ela havia lesionado a terceira vértebra (C3) da coluna cervical – que, além de se quebrar, sofreu deslocamento e comprimiu as outras abaixo. Houve uma lesão medular completa – que comprometeu as funções motora, sensitiva e autonômica de Laís. A atleta perdeu movimentos, sensibilidade e controle de todos os órgãos abaixo do pescoço.

Facebook oficial Jakson Folman e Facebook do Rafael Henzel Oficial

E o caso mais recente: delegação da Chapecoense, todos felizes, viajando para Medellín (sua primeira participação em Campeonato Internacional) 77 tripulantes sendo 71 mortos e 6 sobreviventes, sendo um dos sobreviventes teve a perna direita amputada.

Como lidar diante essa situação, como o próprio atleta que virou PcD tem que reagir num momento de dor, sofrimento e tristeza?. Será que esses sobreviventes terão cabeça agora para pensar numa reabilitação? Será que a família está estruturada para apoiar e incentivar a não desistir de lutar, principalmente pela vida? Todas as pessoas que estarão ao redor da PcD terão uma estrutura emocional para incentivar a viver e a lutar para retomar a vida?

Bom, isso dependerá não somente do atleta que se tornou PcD e sim das pessoas ao seu redor (familiares, pais, filhos, amigos), pois todos poderão fazer a PcD refletir e ver que o mundo não acabou completamente.

Quero deixar aqui minha solidariedade e meu apoio a todos os atletas que se tornaram PcDs.

E para finalizar deixo uma frase de reflexão: “não ignore PcDs, não desmotive PcDs, pois hoje você pode estar normal, mas amanhã a PcD pode ser você”.

Texto original é: “acordei PcD, e agora?” do site: www.clickconsultoriapcd.com