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Evair revela que quis sair do Palmeiras após ser afastado pelo pai de Eduardo Baptista

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Colaborador do Torcedores

Vasco

Crédito: Foto: Reprodução/ESPN Brasil

Um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, o atacante Evair, por pouco, não mudou sua trajetória profissional antes de ajudar o tirar o Verdão de uma fila de quase 17 anos sem títulos. Contratado pelo time alviverde em 1991, após passagem pelo Atalanta, da Itália, o atleta, pouco depois, foi afastado do elenco pelo então técnico Nelsinho Baptista, pai do atual treinador do Palmeiras, o “Matador” quase foi jogar no União São João de Araras.

Fui afastado. Foi uma decisão dele, decisão técnica, dizendo que tinha que fazer alguma coisa, dar um chacoalhão no grupo. E tinha quatro jogadores que ele entendia que não serviam para o grupo. Eu, Jorginho, Andrei e Ivan. Fomos afastados e ficamos treinando separados [do restante do elenco]“, revelou Evair em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, na última terça-feira (2).

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Foi uma época que eu treinava a semana inteira em São Paulo e ia disputar os campeonatos em Ouro Fino [interior de Minas Gerais]. Fiquei até seis meses assim e depois nós fomos reintegrados ao grupo pelo Otácílio Gonçalves [substituto de Nelsinho no Palmeiras]. Aí o União São João veio me procurar e eu queria disputar o campeonato, mas não houve acordo. O Palmeiras não aceitou –  naquela época existia ainda a Lei do Passe. Eu tinha mais contrato com o Palmeiras, que não aceitou“, explicou.

Não foi possível sair, mas eu queria sim sair. O Palmeiras pagava o meu salário e eu ia disputar campeonato em Ouro Fino. Eu não queria aquilo. Sabia que tinha algo a mais [para oferecer] como profissional e queria ir para Araras“, completou.

Pazes

A situação entre o ídolo do Palmeiras e Nelsinho, no entanto, não ficou ruim para sempre. Anos depois os dois, inclusive, vieram a trabalhar juntos novamente na Ponte Preta e no Goiás.

Fui auxiliar técnico dele [Nelsinho] na Ponte Preta. Ele teve a oportunidade de me treinar no Goiás e a primeira coisa que eu fiz foi estender a mão para ele e disse: ‘Não sei o que aconteceu, mas ficou para trás. Quero poder apertar sua mão e continuar sendo profissional’. Ele entendeu muito bem isso, conversamos e depois fui auxiliar dele na Ponte, onde tivemos um relacionamento mais próximo“, revelou Evair.