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Johnson troca MMA pela indústria da maconha medicinal. Entenda o mercado da Cannabis e por que ele atraiu Rumble

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Especializada em testes laboratoriais de vitaminas e suplementos alimentares, a Labdoor é uma empresa independente com sede nos EUA, onde são avaliadas e divulgadas informações sobre toda a suplementação testada. O resultado das análises laboratoriais formam rankings de suplementos que ajudam os consumidores na hora de escolher o melhor suplemento para seus objetivos.

Johnson decide investir na indústria da maconha

Anthony Johnson, o Rumble do MMA, se despediu do esporte em abril logo após ser derrotado por Daniel Cormier em luta principal do UFC 210. Johnson afirmou em entrevista ao programa Heated Conversations que o motivo da aposentaria foi a preservação de seu corpo e saúde. 

Perguntado sobre o motivo de sua aposentadoria, Johnson responde: Minha saúde, cara. Você ouve falar de traumatismos cranioencefálicos e todas essas coisas, lesões na cabeça. Você está prejudicando seu corpo jogando futebol e coisas assim, mas esse tipo de coisa pode acontecer rapidamente no MMA. Estamos constantemente batendo um no outro. Eu me amo. Você sabe o que estou dizendo? Muitos caras não pensam nisso.

O afastamento do ex-lutador em seu auge surpreendeu muitas pessoas. Mas o que mais causou espanto foi o seu novo ramo de atividades: a Maconha Medicinal.

Johnson não deu maiores detalhes sobre seus planos, no entanto afirmou que já possui uma instalação e que o projeto já tomou grandes proporções. A maconha para uso medicinal é liberada em diversos estados dos EUA, e o ex-lutador declara só estar dependendo de questões legais para começar a atuar na indústria da Cannabis.

O debate no Brasil

A notícia chegou em tempos de discussão no Brasil. Há duas semanas a cidade de São Paulo foi cenário de mais uma Marcha da Maconha pela defesa da legalização da substância. São muitos os usos da maconha medicinal, e seus benefícios têm sido amplamente estudados pela ciência.

Mas no Brasil, pouca gente parece conhecer a variedade de aplicações da planta. Na lista abaixo você pode ver alguns de seus derivados, vendidos legalmente em certos países. E antes que você se pergunte: nenhuma das opções a seguir possui efeito psicoativo.

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Entenda mais sobre a maconha medicinal

Cada vez mais estudos são realizados sobre o assunto, e muitos encorajam o uso da cannabis em tratamentos de saúde.
Além dos já comprovados efeitos analgésicos que os compostos da maconha medicinal produzem, hoje estuda-se os benefícios da substância em diversas outras doenças, como:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Desnutrição e problemas de apetite
  • Espasmos musculares e cãibras frequentes
  • Epilepsia
  • Mal de Parkinson
  • Glaucoma
  • Doenças de ordem motora
  • Enxaquecas
  • Sintomas da TPM
  • Pressão alta
  • Doenças do coração
  • Artrite reumatóide

Cannabis como alimento (Não, não estamos falando sobre brigadeiro de maconha)

As sementes da Cannabis Sativa são consideradas uma superfood, exatamente como a chia, aveia, kale, quinoa, etc. Elas podem ser consumidas cruas, moídas, cozidas, germinadas ou processadas em forma de leite ou óleo vegetal.

Sementes de maconha e seus derivados são considerados superfoods

Existem diversas formas de incluir esta superfood na alimentação, como misturar o pó em sucos, adicionar as sementes na salada ou usar o leite em smoothies. Os benefícios são uma dose cavalar de proteína vegetal, ferro, cálcio, potássio e gorduras boas, incluíndo ômega 3 e 6.

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Suplementos

Para os veganos, uma das melhores opções de proteína vegetal é a Hemp Protein, extraída também da semente da maconha. Este suplemento pode apresentar até 12g de proteína por porção, dependendo da marca. É um pouco menos que a quantidade encontrada em um Whey Protein de boa qualidade, mas oferece diversos outros nutrientes.

30g de uma Hemp Protein de boa qualidade correspondem a:

  • 12g de proteína
  • 260mg de magnésio (65% VD)
  • 6,3mg de ferro (35% VD)
  • 380mg potássio (11% VD)
  • 60mg cálcio (6% VD)

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Cuidados pessoais

Em vários países a planta da maconha vem sendo usada na produção de cosméticos e produtos de higiene pessoal. São xampus, condicionares, cremes, óleos para o corpo, sabonetes, pastas de dentes e muito mais.
E acredite: são produtos sofisticados e tradicionais, que possuem ótima performance e trazem diversos benefícios para a saúde da pele, dos cabelos e gengivas. E eles não vêm com imagens de Bob Marley em suas embalagens.

No Brasil pode?

No Brasil, o registro, produção e venda de remédios à base de THC e Canabidiol para pacientes que sofrem de esclerose múltipla e convulsões foram liberados pela Anvisa no ano passado. O órgão também facilitou a importação de produtos à base das substâncias diante de documentação completa.

 

Referências
RUSSO, Ethan. “Hemp for Headache: An In-Depth Historical and Scientific Review of Cannabis in Migraine Treatment”. Journal of Cannabis Therapeutics Volume 1, 2001 – Issue 2.  Artigo
DEVINSKY, Orrin; et all. “Cannabidiol: Pharmacology and potential therapeutic role in epilepsy and other neuropsychiatric disorders”. Official Journal of the International League Against Epilepsy, 22 May 2014. Artigo
TORNIDA, I.; et all. “Cannabinoids and glaucoma”. British Journal of Ophthalmology, Volume 88, Issue 5. Artigo