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Jornalista argentino diz que poderio ofensivo do Flamengo preocupa San Lorenzo

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Crédito da foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Nesta quarta-feira, Flamengo e San Lorenzo se enfrentam pela última rodada do Grupo 4 da Copa Libertadores. Ao rubro-negro, basta um empate para se classificar para as oitavas de final. Para os argentinos, a vitória colocaria a equipe na fase seguinte, sem a necessidade de torcer por outros resultados no outro jogo do grupo, entre Universidad Católica e Atlético-PR.

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A reportagem do Torcedores.com entrou em contato com o jornalista argentino Diego Paulich, setorista do San Lorenzo no diário Olé. O jornalista destacou o respeito que o time do Papa tem pelos homens de frente do Flamengo e como o Ciclón planeja jogar contra o rubro-negro.

“Aguirre já destacou em várias oportunidades que o Flamengo é um bom time. A priori, antes de começar a Liberadores, era, sem dúvidas, o rival mais díficil do grupo. Ainda que não tenho dito publicamente como pensa em jogar, o San Lorenzo possivelmente vai a campo com uma equipe muito parecida com a que enfrentou o Atlético Paranaense no Brasil e tentará impor seu estilo habitual de jogo e com muito empenho, claro, em controlar o poderio ofensivo do Flamengo”, afirmou Diego, em entrevista à reportagem do Torcedores.com.

A classificação para as oitavas de final se tornou uma questão de honra internamente no San Lorenzo. Depois de ser campeão da Copa Libertadores pela primeira vez em sua história, o time azul-grená caiu na fase de grupos nas duas edições seguintes, sempre enfrentando equipes brasileiras pelo caminho (Corinthians e São Paulo em 2015, e Grêmio em 2016). Nesta quarta-feira, grande parte do semestre, quiçá do ano, dos Cuervos estará em jogo quando Enrique Cáceres der o apito inicial no Nuevo Gasómetro.

“Sem dúvidas, a partida desta quarta-feira contra o Flamengo é uma das mais importantes do semestre, porque San Lorenzo tem como objetivos brigar pelo título no Campeonato Argentino (está três pontos atrás do líder Boca Juniors) e se classificar para as oitavas de final da Copa Libertadores, uma dívida pendente com a torcida, já que nas duas últimas edições caiu na fase de grupos. Depois do começo de ano ruim que teve, o time só depende de si agora e põe em jogo grande parte dos seus objetivos contra o Flamengo”, avaliou o jornalista do Olé.

Para o duelo desta quarta-feira, Diego Aguirre tem apenas uma dúvida: caso Merlini não possa jogar, Rúben Botta assume a ponta esquerda. E quem pensa que o San Lorenzo será presa fácil, já que perdeu por 4 a 0 no Maracanã, está completamente enganado. Daquela partida, que foi a primeira oficial dos argentinos em 2017, para cá, o time evoluiu bastante e chega embalado por cinco vítorias consecutivas.

“O San Lorenzo tem uma equipe com muita qualidade, que mudou bastante desde que venceu a Libertadores em 2014, mas que foi incorporando outros jogadores do mesmo nível. Na última janela, o clube teve três perdas importantes (o lateral Emmanuel Más, o meia Sebastián Blanco e o atacante Martín Cauteruccio) e acabou custando a engrenar no começo do ano, mas recentemente foi se acertando tanto no ataque, quanto na defesa e terminou por se consolidar com uma boa equipe. A capacidade de Nicolás Blandi de marcar gols e a solidez defensiva são os pontos fortes do time”, analisa Diego Paulich.

Além da batalha dentro de campo, o Flamengo vai precisar enfrentar o caldeirão que estará o Nuevo Gasómetro. Com ingressos para dois setores já esgotados, a promessa é de casa cheia, fazendo pressão sobre a equipe carioca.

“A torcida do San Lorenzo é muito fiel e seguidora. O time costuma jogar com o estádio bastante cheio em quase todos os jogos, e este não será diferente. A venda de ingressos começou há alguns dias e certamente o Nuevo Gasómetro estará lotado”, projetou o jornalista.