Lutas

Lugar de menina é no tatame

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Colaborador do Torcedores

As artes marciais, mundo tido como “masculino”, vêm cada vez mais ganhando adeptas femininas e, hoje, podemos dizer tranquilamente que “lugar de menina é no tatame”.

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Claro que nenhuma regra é absoluta e nenhuma verdade é isenta de questionamentos, mas é certo que historicamente as mulheres procuravam praticar artes marciais “apenas” para poderem se defender de eventuais ataques nas ruas. Mas, com o passar do tempo, as mulheres foram “tomando gosto pela coisa” e passaram a frequentar academias de lutas para buscar a própria realização, praticando o esporte que gostam.

Assim, o mundo das artes marciais nunca foi tão feminino como atualmente.

A maior prova disso é que o UFC, organizadora do maior evento de lutas do mundo, se rendeu ao fato e, em um pouco mais que seis meses, duplicou suas divisões femininas, com a criação do “peso-pena” e, agora, com o peso “moscas”, as quais se juntam com as tradicionais “palha” e “galo”.

Isso só fortalece o esporte e o próprio UFC. Amanda Nunes, atual campeã do peso-galo, já aprovou a criação das novas divisões e afirmou que pretende fazer história, sendo campeã em duas divisões.

Além de Nunes, o UFC tem como campeãs, Joanna Jedrzejczk (peso-palha) e  Germaine de Randamie (peso-pena). A campeã do TUF 26 levará o título do peso mosca.

Nessa questão, fazendo um parênteses, há conversas de que Germaine de Randamie cogita abandonar o cinturão do peso pena, a justificativa seria a existência de problemas pessoais não revelados publicamente. Ocorrendo isso, Cris Cyborg seria uma grande favorita para o cinturão.

Eu, particularmente, vejo com bons olhos esse avanço, mesmo porque o mundo está cada vez mais “unissex”. As meninas merecem isso, não estão “ganhando” espaço, ao contrário, estão conquistando um espaço que já deveria ser deles.

Aurelio Mendes – @amon78