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Mauro Beting avalia trabalho de Eduardo Baptista: “Chega na prova e tira 4,5”

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Arte: Matheus Martins Fontes/ Torcedores.com

O comentarista Mauro Beting, palmeirense ferrenho, opinou que Eduardo Baptista não estava preparado para comandar o Verdão em 2017, principalmente por toda pressão no clube que investiu pesadamente para conquistar a Libertadores. Antes mesmo da demissão do agora ex-técnico alviverde, o jornalista comentou, durante programa do Esporte Interativo, que o “estudioso Eduardo não tinha passado na prova final”.

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“O time não está convencendo. O Eduardo é um estudante muito sério, um treinador que trabalha demais e um cara que respeito demais, mas ele é um cara chega na prova e tira 4,5”, avaliou Beting no programa “+ 90”.

Nesta sexta, Mauro postou um texto semelhante em seu blog dizendo que a “média na Academia de Futebol é alta, é nota 7, e apesar dos mais louváveis estudos, a evolução é pouca na nota final”.

A opinião de Beting se justifica nos números do Palmeiras na Libertadores. Apesar de Eduardo Baptista deixar o clube invicto no Allianz Parque, o Verdão sofreu em todos os seus cinco jogos na fase de grupos e ficou apenas 10% do tempo à frente do placar em seus confrontos diante de Atlético Tucumán-ARG, Jorge Wilstermann-BOL e Peñarol-URU.

“O time anda desorganizado e com poucas ideias. Não pode errar tanto na bola parada. Não pode criar tão pouco com ela. Muito sofrimento para tanto estudo, esforço e investimento”, argumentou Beting. Vale citar que o jornalista também credita a instabilidade do Palmeiras a jogadores que não vêm rendendo há algum tempo.

Veja o depoimento de Mauro Beting nas redes sociais: 

Eduardo Baptista estuda muito. Faz um bom trabalho, mas que não pesa tanto na nota final. Chega na prova e tira 5,5. A média na Academia do Palmeiras é alta. É sete.

Apesar dos mais que louváveis estudos, mostra pouca evolução na nota final. O risco de bombar no ano do vestibular é alto. Melhor trocar de escola. Ser mais pragmático. Apostar na experiência. Em quem dá resultado. Sabe os macetes.

Eduardo é vítima também de nossa impaciência. Os resultados são bons em campo. 66%. Mas não foram provas tão difíceis. Algumas foram emocionantes demais pelas tarefas. Gols além dos últimos segundos. Muito sofrimento para tanto estudo, esforço e investimento.

Quem tanto estuda e se esforça merece sempre reconhecimento. O Brasil também é impaciente e pouco educado pela falta de respeito a profissionais e pessoas como Eduardo. Mas o desempenho é fraco. O time anda desorganizado e com poucas ideias. Não pode errar tanto na bola parada. Não pode criar tão pouco com ela. Não pode estar tão dissociado da realidade e distante em campo. 

Não é só Eduardo o responsável pela instabilidade. Falhas gritantes de gente qualificada não são normais. E não devem estar debitadas apenas na comanda de quem manda. É responsa de cada um. E era da responsabilidade do presidente assumir a decisão difícil.

Ainda mais com um Cuca na praça. Ótima praça que havia deixado claro que precisava descansar com a família no primeiro semestre de 2017. Parça que havia prometido à mulher exatamente isso em 2016. Mas que não podia recusar um chamado do Palmeiras como aquele.

O que sempre quis como treinador. E também torcedor.  Ele é profissional. Muito. Mas Cuca também é muito coração. Demais. Prometeu a ele mesmo voltar depois dos turbulentos meses de troca de presidência e de comando.

E ainda mais depois dos reforços que chegaram que são melhores que a ideia inicial. Até por isso a cobrança, no início de maio, era real e justa por melhor desempenho em campo do que os resultados de Eduardo. 

Uma pessoa que merece toda a felicidade e o respeito. Como o Palmeiras merece o retorno desejado por todos de Cuca.