Atletismo

A fantástica experiência de ser treinador de paratletas no atletismo

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Sou profissional na área de PcDs (Pessoas com Deficiência) e consultora sobre o tema. Crio elo entre empresas e profissionais PcDs, desenvolvendo relações que agreguem qualidade de vida para pessoas e geração de valor para empresas. Palestrante e Coaching, trago através do Torcedores.com informações sobre paratletas, suas modalidades e suas histórias de superações. Meu site: www.clickconsultoriapcd.com

Crédito: Crédito: arquivo pessoal

O atletismo foi um dos oito esportes a figurar nos primeiros Jogos Paralímpicos, realizados no ano de 1960 em Roma, quando os atletas competiram em um total de 25 eventos valendo medalha. Desde então, fez parte de todas as edições e, atualmente, é a maior disciplina do programa Paralímpico. Nos Jogos Rio 2016, 1.100 atletas participaram de competições em 177 eventos de pista, campo e rua ao longo de 11 dias. Atualmente o atletismo é praticado por pessoas com deficiência em mais de 120 países em todo o mundo.

O programa é praticamente o mesmo dos Jogos Olímpicos. Na pista, os atletas correm distâncias que variam de 100 a 5.000 metros. No campo, há disputas de saltos, lançamentos e arremessos. Há ainda a maratona, que acontecerá nas ruas do Rio.

Existem provas para deficientes visuais, intelectuais e físicos ⎯ cada uma delas com classificações funcionais para garantir a igualdade entre competidores. Por conta da classificação dos atletas, o nome das provas é seguido de um código (letra + número). Numa competição de pista, a letra usada é o T (do inglês track). A letra F é usada para as provas de campo ou salto (do inglês field). A numeração indica o grau de deficiência do esportista: • 11 a 13 – deficientes visuais • 20 – deficientes intelectuais • 31 a 34 – paralisia cerebral (cadeirantes) • 35 a 38 – paralisia cerebral (andantes) • 41 a 47 – amputados e outros (les autres) • 51 a 57 – competem em cadeiras de rodas (sequelas de poliomielite, lesões musculares e amputações)

O treinador

Walter treinou atletismo até os seus 17 anos, depois desistiu de ser atleta e com isso apresentaram-lhe a capoeira, onde se tornou professor e fez o curso de Educação Física. Alguns anos depois começou a trabalhar num programa de natação adaptada e posteriormente começou a trabalhar com iniciação no atletismo e o trabalho foi crescendo.

Crédito: arquivo pessoal

Walter foi se envolvendo naturalmente com atletismo e quando viu, em 2012, tornou-se técnico.
Quando ele olhava as pessoas na piscina sabia que poderia fazer algo a mais para elas. E Walter conta que considera ser uma experiência fantástica trabalhar com PcDs (Pessoas com Deficiência).
Ele foi técnico na capoeira chegando a treinar uma equipe que teve muitos títulos.
Nas Paralimpíadas Walter tinha um atleta na competição, mas ele (Walter) achou muito ruim ficar na arquibancada.
Neste ano o comitê paralímpico está convocando-o com técnico assistente nas fases de treinos da seleção principal.
Walter não pensa em aposentadoria ainda.
E para finalizar, Walter deixa um recado para quem inspira nele: “Sonhem, reflitam e ajam”

Crédito: arquivo pessoal