Esportes Olímpicos

Opinião: amor e profissionalismo são coisas diferentes no esporte

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Sada Cruzeiro Divulgação

Muito se debate nas mesas redondas, nos ‘botecos da vida’, a real concepção entre amor e profissionalismo. Especialmente no futebol, a discussão é ainda maior, a paixão pelo o seu respectivo clube que acolhe cada jogador como um verdadeiro herói. Para alguns, até uma divindade, mito. Excentricidades a parte, o que rege o esporte é o dinheiro. A emoção, sentimento, fica para o torcedor. O jogador, técnico, está atrás daquilo que vá lhe confortar, a ti e a sua família, ou seja, um reconhecimento financeiro e nada mais.

Por outras palavras, o famoso ‘profissionalismo’. Se no futebol o conceito amor é banalizado, no esporte Olímpico, quase não existe, é raro, certas exceções, como jogador William Arjona, tem criado uma verdadeira discussão, numa negociação com o Sesi, em anos revertidos em títulos, o levantador celeste pode estar de malas prontas para o clube paulista. Entenda o caso, abaixo.

É muito comum ver a troca de jogadores, troca de clubes, no caso do futebol virou clichê, jogadores marqueteiros fazendo média com torcidas organizadas, beijando o escudo da respectiva equipe. Passadas algumas semanas, meses, ou até anos, trocam de clube e vão para o rival, sem qualquer cerimônia. Perguntam: se isso é certo ou errado?

Apesar de ser uma resposta aparentemente subjetiva, trata se de uma melhoria substancial na qualidade de vida daquele atleta, que tem por sua vez, alguns anos, ou até mesmos algumas décadas de carreira e nada mais. Após isso, se encontra num abismo, abandonado, pela própria Instituição na qual o acolheu em outrora. O sentimento que coça o coração, numa decisão, numa suposta troca de clube, o dinheiro na maioria das vezes, fala mais alto e isso não é diferente para nenhum atleta.

Com o mercado de futebol em que a paixão é a pauta que é sempre discutida, entre torcedores. No esporte olímpico é mais comum ainda, as mudanças de clube, sempre com o pensamento e expectativas por uma vida mais confortável e uma suposta aposentadoria, que poderia representar em uma temporada, os ganhos de uma vida, de luta, sacrifício.

Com os dizeres que queria se aposentar, jogando pelo o Cruzeiro, o ‘Mago’ coloca em pauta, um debate que deve gerar uma temática, que envolve um verdadeiro dramalhão mexicano, apesar do tom sensacionalista, o artigo sugere e sucinta a velha discussão: existe amor no esporte, ou são meramente produtos consumidos de forma exaustiva, na busca incessante por melhorias e um conforto para a vida? As ‘verdinhas’  que mexem com a autoestima, com o ego e principalmente, com o futuro.

O que circula nos bastidores é que a negociação teria saído por 1 milhão de reais, por uma temporada. Fica para o torcedor, técnicos, jogadores, comissão técnica: ainda existe amor no esporte?