Futebol

Opinião: Destaques de 2016 do Palmeiras “perderam o futebol” com Eduardo Baptista

Publicado às

Colaborador do Torcedores

Eduardo Baptista

Foto: Eduardo Baptista e o tempo no Palmeiras

Crédito: Credito: Levi Bianco/Getty Images

Que Eduardo Baptista não consegue convencer os torcedores com seu trabalho isso não é novidade. Mas, algo em especial chama a atenção do Palmeiras versão 2017: a queda de rendimento dos destaques do Verdão.

Vamos analisar friamente. Em 2016 o Alviverde ficou conhecido por ser um time que agride o adversário desde os primeiros minutos, tanto que decidiu muitos jogos antes dos 20 minutos iniciais. Em 2017 o atual campeão brasileiro tem dificuldades para marcar na primeira etapa e leva decisão de jogos até os minutos finais.

Isso sem apresentar um futebol convincente. Ai vem o questionamento de torcedores: “quem joga são os jogadores”. Ok, sim, mas estamos falando de um time que terminou a temporada voando e manteve 90% da base, trazendo bons reforços e pontuais.

Mesmo assim o rendimento coletivo caiu, e se caiu o coletivo, o individual vem junto. Um dos melhores do time, Dudu está apagado na temporada, principalmente nos últimos jogos, quando deu mostras daquele velho Dudu nervoso, impaciente e com certos “chiliques”. Estamos falando do capitão da equipe.

Outro nome é Tchê Tchê, que por ser um atleta dinâmico está sendo erroneamente colocado em diversos setores do campo. A posição em que mais rendeu foi como volante, pela direita. Fazendo a dobra com Jean, alternando assim apoio e contenção.

Em 2017 Tchê Tchê realizou talvez, apenas 1 bom jogo, no clássico contra o São Paulo. Agora, quem mais cau de rendimento foi Vitor Hugo. Peça chave no esquema de Cuca, esteve em campo 59 vezes em 2016. Em 2 anos de clube se tornou um dos 10 zagueiros com mais gols marcados, com 13 no total.

Entretanto na atual temporada errou em algumas oportunidades, sendo criticado após jogos contra Tucumán e Corinthians. E quando precisou dele, novamente o que se viu foi uma partida confusa e com falhas contra o Jorge Wilstermann (sem contar que ainda não marcou gols na atual temporada).

Por fim, os regulares laterais de 2016, Jean e Zé Roberto, se transformaram em “avenidas” para os torcedores em 2017. Jean participou de 53 jogos no último ano, com 8 gols marcados. Regular e com bola parada eficiente.

Zé Roberto era peça chave, mesmo com mais de 40 anos esteve em campo em 45 jogos em 2016 e era referência. Mas, o que acontece com o esquema que tanto mudou para prejudicar esses jogadores?

O próprio Borja (que não estava no Palmeiras mas fez um excelente ano). Foi autor de mais de 40 gols em 2016, eleito melhor da América, atua em um “sistema” de jogo em que não rende. Fica isolado no ataque e recebendo “chutões”. Fica difícil de fato.

Visto isso, é possível estabelecer uma relação da forma de jogo ainda não implantada em 2017 como resultado da queda de rendimento dos campeões brasileiros.

Que o técnico seja capaz de enxergar, admitir o erro e agilizar o processo de dar uma identidade ao time. Ou então, a temporada dos sonhos do Verdão pode se transformar em um ano a ser esquecido.