DESTAQUE

Opinião: Eduardo Batista, quando a falta de experiência pode custar caro

Publicado às

Adair Dias, o Zadá, é engenheiro, fanático por esportes. Quando não está trabalhando ou cuidando das filhas, certamente está fazendo algo relacionado com eles.

Crédito: reprodução Twitter

Eduardo Batista é uma boa pessoa. Estudioso, conta com as melhores das intenções. A falta de experiência pode custar caro num mundo tão competitivo e imediatista como o nosso:

Maria viria para substituir sua mãe na loja de bolos. A mãe deixara a receita de sucesso da família e para ajudar a novata também havia comprado novos ingredientes. Era só adicionar e substituir na medida da necessidade. O renomado bolo acabara de ganhar um título nacional. Maria que tinha feito um curso de gastronomia na Itália não se contentava em apenas seguir o trabalho. Mudou a receita, alterou ingredientes e não soube trabalhar com alguns dos bons deixado pela mãe. O bolo nunca mais foi o mesmo.

Renato, filho do CEO de uma grande empresa brasileira do ramo de grãos, como presente para sua graduação em Administração recebeu a diretoria de Negócios Internacionais da empresa. Havia antes feito estágios em outras empresas, nunca atuando no mercado Latino, mas aproveitando a saída do ex-diretor ganhou a vaga do pai. Após alguns meses vê a atuação fora do país cair. Renato culpa a crise do campo.

Rafael, sempre foi o mais inteligente da turma de engenharia. Pouco comunicativo mas muito estudioso. Como tinha as melhores notas e um bom estágio, foi escolhido para ser o representante da classe e orador da formatura. O rascunho de seu discurso não agradou e recebeu muitas sugestões de alteração. Chegado o dia, iniciou seu discurso de forma tímida sem empolgar o pessoal. Escutou ao fundo um colega dizer que ele só havia sido escolhido porque seria fácil mudar o texto. Imediatamente mudou o tom de voz, esbravejou, ficou irreconhecível. Seus familiares e amigos ficaram orgulhosos mas muitos viram aquilo como despreparo. Foi criticado por quem antes lhe apoiava e parabenizado por outros que não o simpatizavam e viram na exaltação uma nova pessoa.

Eduardo Batista, técnico de futebol, Filho de pai técnico e vencedor. Eduardo está no inicio de sua carreira, vindo de menores trabalhos, sem nenhuma grande proeza. Conseguiu um emprego para dirigir o melhor time do país. Em time menores obteve sucesso, mas quando dirigiu um grande fracassou. Após pequenos tropeços e quando enfrenta momentos difíceis é sempre questionado por falta de passado.

Eduardo, assim como Maria, Renato e os outros aqui citados sofre com a falta de experiência. Dizer que todos fracassarão em suas carreiras é um erro. Passar mão em sua cabeça é outro. Num mercado dinâmico, nem sempre é possível contar com a paciência do empegador. Novos empregos poderão trazer amadurecimento e experiência que hoje falta e poderão ser benéficos para todos: empregados e patrões. Ou enquanto possa, tente reverter a imagem de inexperiente com algo a mais em seu trabalho. Vença!