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Opinião: foi por pouco, Água Santa. Não foi desta vez que o Deus dos Mares voltou ao “Panteão Paulista”

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Facebook Oficial do Água Santa

O Água Santa tinha uma missão que não era fácil: mesmo jogando em casa, com o apoio de sua torcida, tinha que vencer por dois gols de diferença para garantir o acesso. Venceu apenas por um gol, e nos pênaltis, o Bragantino levou a melhor. Não foi desta vez que o Netuno voltou ao Panteão do Futebol Paulista…

Quando o Água Santa foi rebaixado do Campeonato Paulista no ano passado, fiquei preocupado: não sabia como a equipe iria reagir na Série A2, depois de seguidos acessos, com uma escalada meteórica até a elite e de repente, ter que voltar a uma divisão inferior. Mas, foi melhor do que esperava. O time fez uma bela campanha na primeira fase, garantindo a liderança e presença nas semifinais.

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Ter o Bragantino como adversário em uma disputa direta por uma vaga de acesso ao Paulistão 2018, não era uma tarefa fácil: o Massa Bruta é uma equipe acostumada a esse tipo de situação. A partida em Bragança Paulista foi uma amostra disso, em um jogo onde eles poderiam ter vencido por mais de um gol. Mas foi só 1 a 0, e o Água Santa precisava vencer hoje, no Distrital do Inamar por dois gols para garantir a vaga. Ou um gol para levar para os pênaltis.

Ah, o Distrital do Inamar… Como estava bonito hoje o estádio diademense! Lotado, com gente de todas as idades apoiando o Netuno em sua missão: retornar ao “Panteão do Futebol Paulista”. Pena que para entrar no estádio, havia uma fila quilométrica. Mas, tudo bem, porque lá dentro a festa estava linda. Camisa dos mais diversos clubes (até do Sampaio Correa), misturadas a camisas do Água Santa (inclusive camisas da época quando o time jogava na várzea). Até cheguei a ouvir um “vai Corinthians”, que logo foi repreendido pelos torcedores mais fanáticos do time diademense.

Sim, eles estavam lá, como sempre estão quando o Netuno precisa: os Aquáticos. Não sou fã de nenhuma torcida organizada, mas não posso negar que fizeram uma festa linda, a ponto do repórter do SporTV subir até as arquibancadas e se juntar a bateria da torcida do Água Santa na festa que faziam desde o primeiro minuto de jogo.

Teve jogo também. Um inicio nervoso, de ambas as equipes. Mas, aos 45 minutos, depois de algumas oportunidades desperdiçadas, o gol do time da casa aconteceu: com William. Tive o prazer de filmar o gol, de ver a alegria dos torcedores diademenses, que começavam a sonhar com o time de volta a elite.

Veio o segundo tempo, e a impressão era de que o segundo gol, aquele que garantiria o retorno, sairia a qualquer momento. Mas o ataque foi desperdiçando as chances que criava, e o tempo foi passando, passando… e o jogo esfriou, assim como o clima (não a torcida, essa continuava a cantar sem parar). Pior para o árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que escorregou e sofreu uma fratura no pé esquerdo. Saiu de campo na ambulância.

E então, o jogo foi para as penalidades. Não sou desses que afirmam que pênaltis são loteria, porque não são. E o Bragantino foi melhor, acertou todas as cobranças. Bruno Smith desperdiçou a sua cobrança, e desta forma, o Massa Bruta garantiu o seu retorno.

O torcedor, que o jogo todo cantou e apoiou, no final aplaudiu. Entendeu que os jogadores do Água Santa fizeram o que podiam. Não foi desta vez que o Deus dos Mares, retornou ao Panteão do Futebol Paulista. Mas, o Netuno mostrou que sabe o caminho, que aprendeu como chegar. Ainda falta um pouco de maturidade, é visível em alguns momentos, que o time ainda age com certo amadorismo em certos pontos. Porém, é preciso dizer: como é bom assistir um jogo assim. E que orgulho de ver um time de Diadema lutando, disputando, sonhando, para chegar à elite.

Não foi hoje, mas nunca tive tanta certeza que o caminho que o clube está trilhando, no fim, o levará de volta a série A1. É questão de tempo, Água Santa…