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Opinião: Passou da hora de Renato Gaúcho calçar as sandálias da humildade

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Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Grêmio

Foto: Renato Portaluppi

Crédito: Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O fim do jejum do Grêmio de 15 anos sem conquistas nacionais parece ter mexido com com os brios do técnico Renato Gaúcho, um dos maiores responsáveis pelo título da Copa do Brasil de 2016. O sucesso começou a subir à cabeça instantes após a volta olímpica quando ironizou os colegas que vão atrás de novos conhecimentos.

O Grêmio regrediu em relação ao final da temporada passada. O clube conquistou apenas 56,5 % dos pontos disputados – números bem modestos levando em conta que o time enfrentou poucas vezes adversários qualificados. Vale lembrar a eliminação para o Novo Hamburgo na semifinal do Gauchão. E o comandante tem boa parcela de culpa nisso.

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Renato tem enorme dificuldade em aceitar que o rendimento gremista não vem sendo bom. Chegou ao cúmulo de dizer que a equipe foi muito bem na derrota para o Deportes Iquique, no Chile, e atribuiu o tropeço à arbitragem. O árbitro German Delfino prejudicou mesmo ao inventar pênalti para os chilenos, mas não foi só por isso que o time conheceu a primeira derrota na Libertadores.

Renato escalou mal. Optou por deixar no banco a grande revelação da temporada, o volante Arthur, dono de um ótimo passe. Optou por Jailson, que caiu de rendimento e não tem a mesma qualidade na condução de bola.

Faltou ambição no Chile. Se o Grêmio tivesse um pouco mais de agressividade teria voltado para Porto Alegre com a classificação antecipada às oitavas de final. A vaga está no papo. Basta um empate contra o fraco e lanterna Zamora, na Arena, mas se de fato, o time quiser ir bem mais longe na competição precisará melhorar muito. Renato tem de deixar a teimosia de lado, calçar as sandálias da humildade e encontrar novas alternativas para deixar o Grêmio mais competitivo.