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Opinião: Sobra técnica ao Santos, mas falta técnico

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Análise: Dorival não faz um bom trabalho no Santos, em 2017; Foto: Facebook/Santos FC

O Santos fez sua estreia no brasileirão 2017 neste domingo de dia das mães (14), e como acontece desde 2006, mais uma vez não conseguiu vencer na primeira rodada da competição. No duelo deste começo de tarde contra o Fluminense, no Maracanã, derrota por 3 a 2. A última vez que o Peixe debutou com um resultado positivo no nacional, foi no longínquo 2005 (em confronto contra o Paysandu).

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No papel, o time da Vila Belmiro é apontado como um dos grandes elencos do país, mas isso ainda não se concretizou dentro de campo, neste ano. Apesar de ser líder do seu grupo na Copa Libertadores e estar invicto no torneio, a temporada do Santos está muito aquém do que o time pode dar. Mesmo quando o time vence, não convence.

Em quase cinco meses de futebol, o Santos vem mais aos “trancos e barrancos”, do que com um padrão de jogo que teve outrora. Ainda que tenha jogado bem hoje, a equipe padece de um equilíbrio entre os setores. A oscilação do time é constante e a “mão do técnico” não faz a diferença que já teve. A impressão é que comissão técnica e jogadores não falam mais a mesma língua.

Mesmo tendo mantido o elenco que foi vice-campeão do ano brasileiro de 2016 e ter se reforçado, o conjunto do Peixe não vem dando liga já faz algum tempo. Hoje, embora tenha terminando o jogo com mais posse de bola (39% contra 61%) e mais finalizações que o Fluminense (9 a 20), o time do técnico Dorival Jr. não conseguiu ter a eficiência do adversário. E apesar desta ser uma constância do time em 2017, parece que para o seu comandante, tudo está tudo bem. Após as derrotas nos clássicos, eliminação para a Ponte Preta no estadual, por exemplo, o discurso de Dorival vai sempre na linha do: “Está tudo dentro dos conformes, uma hora vamos voltar ao nível que esperamos”. O treinador parece viver do que fez nas temporadas passadas e não enxerga, ou pelo menos não admite o que acontece no presente.

Fora isso, o técnico insiste em peças que não vêm dando certo faz tempo – como é o caso de Vitor Bueno – e improvisações, igual a de Yuri (o primeiro gol do Fluminense saiu nas costas do volante, que jogou como zagueiro).

Só o tempo dirá se a postura da diretoria de manter o técnico, mesmo seu trabalho sendo questionável, é certa ou não. Uma definição sobre a troca no comando pode vir tarde demais.

 

Agenda Santista

O Santos terá, talvez, seu compromisso mais difícil até aqui, na Copa Libertadores na próxima quarta-feira: O Peixe viajará até a Bolívia, para enfrentar o Strongest, na altitude de La Paz, pela penúltima rodada do grupo 2. Uma eventual vitória classifica a equipe alvinegra.

Pelo Brasileirão, o Santos joga no sábado, contra o Coritiba, na Vila Belmiro.