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Palmeiras, tragedia anunciada.

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Formado em Desenho Industrial, na Unisanta turma de 84, mas apaixonado por futebol, aquele bem jogado. Saudosista dos grandes jogos e jogadores.

Crédito: Técnico Eduardo Baptista - Divulgação Palmeiras

Declarações de pessoas ligadas ao Palmeiras deram o que falar.

“Se tiver necessidade vou dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar é do meu estilo de jogo” – Felipe Mello, jogador do Palmeiras, na sua apresentação.

“Quem não sabe, vai fazer scout, falar se vai cair o Ceni, o Eduardo, o Carille. Pode até me criticar, não tem problema nenhum, é o momento que eu tenho para falar. Eu vou falar de futebol. A partir de hoje, nem adianta perguntar” – Eduardo Batista na coletiva após o jogo com o Peñarol.

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Duas situações que muito se especulou desde Janeiro, quando o Felipe Melo iria por o Palmeiras no “mato” e quanto tempo Eduardo Batista duraria no cargo. Levou cinco meses para os fatos ocorrerem, uma frase pesada e direcionada como está, mexeu com o orgulho do jogador uruguaio. Só poderíamos esperar tal reação quando o Palmeiras fosse jogar lá. Por mais que FM tenta-se remediar o irremediável, já havia um prenuncio de tragédia dentro do Campeón del Siglo, e por azar jogar contra o pior perdedor dos times uruguaios. Não culpo totalmente os uruguaios pelo que foi feito, metade dessa culpa pertence ao FM, por não pensar antes de falar.

Sempre achei que FM fala mais do que joga, criou um personagem dentro de campo que explora bem a mídia, só acho que ele extrapolou esse personagem, com atos e ações agressivas e desrespeitosas para colegas e instituições. A COMEBOL o suspendeu preventivamente por três jogos, mas podendo ser por um período maior, com isso o maior prejudicado é o Palmeiras, pois continuará pagando a um atleta que pode ficar fora de toda a competição (pode ser suspenso por 24 partidas em competições patrocinadas pela COMEBOL). Além da divulgação de um vídeo, como que para se justificar com incitação a violência por frases pesadas, vídeo esse que fere todo o sentido de fair play.

Eduardo Batista, para muitos especialistas, não era o profissional ideal para o Palmeiras, faltava-lhe peso de títulos e de experiência, além de que seu esquema era muito diferente ao que o time estava acostumado a jogar. Com toda a qualidade e quantidade que estava a seu dispor, não conseguiu dar padrão ao time e nem definir um grupo de jogadores para as competições, escalava mal, suas substituições tornaram-se obvias, não demostrava o pulso de comandante quando necessário (várias vezes a beira do campo, quando o time precisava do apoio dele, passava uma impressão de omisso e com expressão de choro) “engessou” o time em um esquema e não procurava variações.

Sua queda iniciou-se no Domingo de Pascoa com o “chocolate” que levou da Ponte Preta, vencia seus jogos na Libertadores mas não convencia, usava o cruzamento sobre a área adversaria em demasia (contra a Ponte no 2º jogo foram 60 cruzamentos). Sua demissão não foi porque perdeu em La Paz e sim pelo conjunto da obra. Mais uma vez ele não conseguiu impor os seus métodos em um time grande, já começa a gerar comentários que é técnico de times de pequeno para médio porte. Em comparação aos novos técnicos em atividade, Ceni, Carille e Roger era o que tinha o plantel mais gabaritado e não conseguiu extrair o melhor de seus atletas. Não se fala ainda no substituto, mas acho que o Cuca, está retornando.