Açaí, praias e vista: Lutadores gringos do UFC se apaixonam pelo Rio de Janeiro

Se os gritos de “Uh! Vai morrer” fizeram o clima ser hostil dentro do octógono para os lutadores estrangeiros que vieram lutar no Brasil, fora do cage os gringos se apaixonaram pelo Rio de Janeiro. Os atletas do UFC 212 se apaixonaram pela cidade, especialmente pelas belas praias, pelas vistas dos cartões postais cariocas e pelo alimento queridinho dos lutadores: o açaí.

Redação Torcedores
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Crédito: A polonesa Karolina Kowalkiewicz com a vista da praia da Barra da Tijuca ao fundo antes do UFC 212 (Foto: Reprodução/Instagram oficial de Karolina Kowalkiewicz)

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“Brasileiros são loucos! Não me interpretem errado. Eu amo vocês. Vocês estão dizendo que não vão festejar, mas isso é uma mentira. Vocês adoram festejar. Eu vi ontem (sexta-feira) à noite, quando eu fui jantar, as ruas estavam uma loucura. Hoje à noite vocês deveriam festejar tomando um ótimo açaí. O açaí é maravilhoso aqui. Vocês colocam leite em pó, vocês colocam granola e eu ainda não provei, mas vou provar com sorvete amanhã. Festejem pelo amor do açaí, porque eu vou sentir falta de você, açaí de verdade! Big Pólis (uma loja de sucos no Rio de Janeiro) amanhã vai ter festa do açaí!”, disse Max Holloway na despedida da entrevista coletiva após derrotar José Aldo na luta principal do UFC 212 e conquistar o cinturão interino.

Outro que se apaixonou pelo açaí foi seu compatriota Yancy Medeiros. O havaiano, que subiu dos leves para os meio-médios para lutar contra Erick Silva aproveitou as vantagens de lutar em uma categoria com limite de peso sete quilos maior (de 77 kg para os leves para 84 kg nos médios).

“Dessa vez está bem melhor. Eu não estou tendo que baixar o peso para 77 kg. Eu vim semana passada e estou aproveitando o Brasil, a cultura, as pessoas, o açaí. Estou tomando açaí todos os dias (risos). Os sanduíches de vocês são incríveis também! A comida é maravilhosa e as pessoas também”, disse Medeiros, que venceu Erick Silva no evento.

Praias e cartões postais encantam os gringos do UFC

Não foi só o açaí que fez sucesso com os lutadores estrangeiros. Os cartões postais do Rio de Janeiro, especialmente o Pão de Açúcar e o Corcovado, que proporcionam a bela vista da cidade com montanhas e mar bem próximos, também fizeram a alegria dos atletas.

“Eu amei o Brasil. Já fui na trilha da Pedra da Gávea, no Pão de Açúcar, vi o Cristo Redentor. É muito bonito, cara! Eu amo o país, é legal e bonito. Eu também fui à praia e fiquei um tempo. É um bom passatempo”, disse o novo campeão dos penas do UFC.

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Holloway faz a trilha da Pedra da Gávea

Quem também aproveitou bastante foi a número 2 do ranking do peso palha Karolina Kowalkiewicz. A polonesa chegou ao Rio de Janeiro com duas semanas de antecedência para a luta e aproveitou também as praias cariocas.

“Eu visitei o Pão de Açúcar e eu amei. Na primeira semana, eu tive um pouco mais de tempo livre porque eu estava fazendo apenas dois treinos por dia. E durante todo meu tempo livre, eu estava sentada na praia (risos)”, disse a lutadora polonesa, que foi derrotada no co-main event do UFC 212 pela brasileira Claudia Gadelha.

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O veterano Nate Marquardt, que foi derrotado por Vítor Belfort, não havia conhecido muito da cidade quando foi entrevistado, mas destacou os contrastes riqueza/pobreza e montanha/mar bastante presentes na geografia da capital fluminense.

“Ainda não fui a nenhum lugar porque estou focado na luta. A área que estamos (Barra da Tijuca, na Zona Oeste) é muito bonita. Quando viemos do aeroporto, vimos muita pobreza. Mas é curioso que mesmo com as casas quebradas é um lugar muito bonito. As montanhas, o oceano, o céu… É um lugar ótimo. A temperatura também é boa, nós amamos aqui”, destacou o lutador, que ao fim da entrevista pediu ao repórter do Torcedores.com dicas de lugares para conhecer após a luta.

Povo carioca também conquista os lutadores

Outra característica bastante conhecida dos cariocas é de ser um povo muito hospitaleiro e bem humorado. E os lutadores estrangeiros sentiram na pele a alegria do Rio de Janeiro.

“Esse é um país muito bonito, com vistas maravilhosas e pessoas realmente legais e amistosas. Aqui eu me sinto em casa, com a diferença que aqui é um pouco mais quente que na Polônia (risos). Não fui reconhecida nas ruas. Aqui eu sou uma incógnita (risos). Eu não pareço uma lutadora”, disse Karolina Kowalkiewicz.

Frankie Edgar, que enfrentou José Aldo duas vezes, também esteve no UFC 212, mas não para lutar. Convidado pela organização, o americano veio conferir as maravilhas cariocas de perto.

“Estou tendo uma estada muito boa. Graças a Deus eu conheço um monte de brasileiros, então eu consigo entender a cultura. Eu amo a comida, que mulher não leia isso, mas as mulheres são lindas, as pessoas são muito apaixonadas e fãs de lutas. E o açaí aqui é maravilhoso, certamente muito melhor que lá nos Estados Unidos”, afirmou o número 2 da categoria dos pesos penas e que mostrou bastante bom humor ao brincar com fã que o ‘chamou para a mão’ em evento antes da pesagem oficial do UFC 212.