Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes

Brasil x Bélgica pela Copa do Mundo de 2002 completa 15 anos

Neste sábado (17), o confronto entre Brasil x Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2002 completa 15 anos.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: CONMEBOL/Reprodução

Pouco lembrado, o jogo foi de alto grau de dificuldade. Não é exagero dizer que a Seleção Brasileira correu riscos de voltar sem o pentacampeonato mundial de futebol. No final, a vitória por 2×0 no duelo Brasil x Bélgica classificou os brasileiros e eliminou os belgas.

LEIA MAIS:
DENÍLSON SOBRE A COPA DE 2002: “ERA FESTA TODO DIA, POR ISSO NÓS GANHAMOS”

Aniversário CLUBE EXTRA

Clique e veja as melhores promoções!

O Brasil chegava ao mata-mata com 100% de aproveitamento após vencer Turquia, China e Costa Rica, no Grupo C. Já a Bélgica se classificou em segundo no Grupo H. Venceu a Rússia e empatou com o Japão (um dos países-sede do torneio) e com a Tunísia.

Por conta dos resultados pouco expressivos do adversário e pelas duas goleadas na primeira fase, o Brasil era tido como favorito a avançar. O jogo, porém, teve altas doses de emoção.

A Bélgica era a equipe com a maior média de idade de toda a Copa do Mundo. Por conta desse fator, a equipe soube reagir muito bem à pressão e a um adversário mais técnico e gabaritado.

Como destaque dos belgas, apareceram o goleiro Geert De Vlieger, os meias Nico Van Kerckhoven e Marc Wilmots (capitão da equipe de 2002 e técnico da seleção belga no Mundial de 2014) e o atacante Wesley Sonck.

O jogo

Logo no primeiro minuto, um susto. Mbo Mpenza percebeu Marcos adiantado e tentou encobri-lo, mas o goleiro fez uma bela defesa no lance.

Até o fim da primeira etapa, o Brasil criou pelo menos três oportunidades claras de gol. Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo serviram Ronaldo Fenômeno – que ora chutava para fora, ora esbarrava em De Vlieger.

Juninho Paulista e Rivaldo também desperdiçaram boa chances. O primeiro finalizou à esquerda da meta belga, enquanto o segundo emendou um belo voleio após cruzamento de Ronaldo, mas isolou a bola.

Apesar da superioridade brasileira, a grande chance da primeira metade de jogo foi da Bélgica. Wilmots marcou de cabeça, mas o árbitro marcou falta duvidosa do atacante em Roque Junior.

Wilmots, protagonista da Bélgica que pressionava no começo do segundo tempo, finalizou duas vezes. Obrigou Marcos a fazer grandes defesas.

Quando os Diabos Vermelhos eram melhores, o Brasil mostrou sua força: Ronaldinho Gaúcho cruzou da direita e Rivaldo dominou com estilo antes de fuzilar de fora da área e inaugurar o marcador aos 21 minutos da etapa complementar.

A Bélgica foi para o “tudo ou nada”, enquanto o Brasil se segurava. Precisando melhorar o sistema defensivo, o técnico Luiz Felipe Scolari colocou Kleberson no lugar de Ronaldinho Gaúcho. E foi o volante quem partiu em contra-ataque e cruzou do lado direito para Ronaldo Fenômeno marcar, já aos 42 do segundo tempo.

A entrada de Kleberson na partida foi tão decisiva que garantiu a titularidade do volante, então no Atlético Paranaense, até a final da Copa do Mundo.

Classificado, o Brasil se garantiu nas quartas de final, em jogo já confirmado ante a Inglaterra. Eliminada, a Bélgica ficou doze anos sem jogar competições internacionais – ficou de fora das três edições posteriores da Eurocopa e dos dois Mundiais seguintes, voltando apenas em 2014.