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Botafogo visita Nacional pela Libertadores e busca feito que não acontece há 44 anos

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Facebook/Botafogo

A campanha do Botafogo até aqui é digna de elogios, mas o time tem grande chance de fazer história nesta quinta-feira, quando entra em campo para enfrentar o Nacional, em Montevidéu, pela partida de ida das oitavas de finais da Copa Libertadores.

Apesar de ainda ter o jogo da volta, um resultado positivo no Uruguai é fundamental para o clube buscar um feito que não acontece há 44 anos: Estar entre os oito melhores do continente. A última vez que isso ocorreu foi em 1973, quando a 2ª fase era disputada com dois grupos de três times. Depois disso, só participou de mais três edições da Copa Libertadores, caindo uma vez nas oitavas de finais e duas na fase de grupos. Para este primeiro encontro os brasileiros aparecem menos cotado nas casas de apostas esportivas, mas podem surpreender.

Sem medo de cara feia

Apesar de ter menos tradição na competição que o adversário – que já foi campeão três vezes – o Botafogo tem mostrado que não tem medo de encarar outras camisas pesadas. Ao longo da campanha, o clube superou Colo-Colo, Olímpia, Estudiantes e Atlético Nacional – todos com títulos do torneio no currículo. Curiosamente, a única equipe que o alvinegro não venceu foi o Barcelona-EQU, que teve como melhor desempenho o vice-campeonato de 1998. Pela fase de grupos, os brasileiros empataram fora e foram derrotados em casa. Nas demais partidas da chave, conquistaram dois triunfos sobre os colombianos e um sobre os argentinos.

É bem verdade que a equipe teve uma queda de rendimento recentemente, tendo perdido as últimas três partidas, sem sequer marcar gols. Ainda assim, por tudo que tem feito dentro de campo e pelo bom trabalho de Jair Ventura não seria nenhum absurdo ver o Botafogo voltar do Uruguai com uma vitória, que paga R$ 3,60 em cada real. O único fator que pesa contra isso é seu desempenho como visitante, que só conseguiu vencer uma as últimas sete partidas. Com isso, a postura mais cautelosa é investir na dupla-chance, que ainda rende 73% de lucro, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com/br.

Apostando na camisa

O Nacional é aquele típico time modesto, mas que com uma camisa de entortar o varal costuma não desperdiçar as oportunidades quando elas aparecem. Depois de ter conquistado apenas oito pontos e ser eliminado dentro de campo, os uruguaios se beneficiaram da punição sofrida pela Chapecoense e garantiram um lugar nas oitavas de finais.

A fraca campanha na fase de grupos mostra que de fato não conta com um elenco que intimida o adversário, porém, a equipe evoluiu consideravelmente nestes 45 dias sem Libertadores. Prova disso é que a última derrota foi exatamente pela competição continental. Depois foram seis apresentações, com cinco vitórias e um empate, tendo marcado 14 gols e sofrido apenas cinco. Se conseguir levar esse rendimento para o torneio sul-americano pode sim complicar o Botafogo e conquistar o triunfo, que vale R$ 2,15 em cada real. No entanto, tendo perdido duas das três partidas em casa na Libertadores, a expectativa é que os uruguaios no máximo consigam um empate, que rende R$ 3,10, segundo dados do Oddsshark.com/br.

O que esperar do jogo

Apesar de serem duas camisas tradicionais em campo, o que veremos é um jogo de uma equipe bem montada taticamente e que ataca apenas no momento certo e um time uruguaio, que não tem vergonha de jogar feio. Portanto, com exceção de um golaço ou outro que o Botafogo costuma tirar da cartola, não espere por uma partida bonita. O número de gols deve ser baixo, com no máximo duas bolas na rede, que garante 57% de lucro. O provável é que cada clube jogue por uma bola e apesar do 0 a 0 ser algo possível, o palpite é um empate em 1 a 1, que paga R$ 6,00 por R$ 1,00.

Para a classificação, os brasileiros são favoritos e dão R$ 1,77 em cada real, enquanto o Nacional paga o dobro do valor investido por um lugar nas quartas de finais.

Retrospecto favorável para os brasileiros

As duas equipes se encontraram apenas duas vezes na história, ambas na edição de 1973 da Libertadores. No Rio de Janeiro, comandado por Marinho Chagas e Jairzinho, o Botafogo venceu por 3 a 2. Em Montevidéu, mais uma partida bem disputada e novamente os cariocas levaram a melhor, por 2 a 1.

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