Natação

Alimentação para nadadores em competições de alto nível

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Gabriel Santos, medalha de prata no Mundial de Budapeste com o revezamento 4x100m livre. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Gabriel Santos, medalha de prata no Mundial de Budapeste com o revezamento 4x100m livre.
Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Olá, pessoal! Terminou recentemente em Budapeste, o Mundial de Desportos Aquáticos, uma das competições mais prestigiadas do mundo esportivo. Em 15 dias de evento, o público pode observar vários recordes quebrados, performances de tirar o fôlego e, claro, os atletas do Brasil brilhando e finalizando o evento com 3 medalhas de prata e o título inédito de Etiene Medeiros nos 50m costas, a primeira mulher brasileira campeã mundial em piscina longa. E em meio a tantas emoções, naturalmente surge a pergunta: como será que funciona a alimentação de atletas de alto rendimento em um evento tão grande quanto esse? E mais, como se alimentar bem em um local em que a gastronomia é tão diferente do que se está habituado, como é o caso entre Brasil e Hungria?

Existe uma preocupação comum da parte médica e nutricional em países com a cultura alimentar muito diferente: a diarréia do viajante. Nos primeiros dias num país tão diferente, como a Hungria, é comum um quadro de diarréia representada por um “descondicionamento” da flora intestinal do atleta à comida local. Muitas vezes, o uso de probióticos é uma boa alternativa para diminuir os sintomas da diarréia do viajante. As orientações, em geral, são para procurar alimentos o mais parecido possível com os alimentos ingeridos em seu país de origem, evitando alimentos crus, pelo maior risco de infecção, temperos diferentes ou alimentos nunca ingeridos antes.

Além disso, pode não parecer, mas a competição é o período em que o atleta apresenta um menor gasto energético diário porque não está submetido aos longos treinamentos, portanto, o cuidado para manter o peso corporal é maior. Ao mesmo tempo, é importante que o atleta tenha seu estoque de glicogênio muscular adequado para suprir demanda energética intensa da competição e do período de recuperação. Por isso, a alimentação diária têm que ser suficiente para repor todo o gasto energético de treinos e competições. Como a principal fonte energética para o desempenho de tarefas é o carboidrato, é importante que este macronutriente esteja em quantidade adequada na dieta do atleta.

Também vale lembrar que testar os suplementos e a alimentação em momentos anteriores à competição é fundamental na rotina do atleta. Como cada organismo reage de um jeito, é preciso conhecer antes a aceitação de determinado suplemento para que este seja usado com eficiência em competição. Os suplementos bem prescritos podem ajudar na concentração, na recuperação, na redução da fadiga, na melhora da acidose metabólica e na inflamação produzida pelo exercício, revertendo tudo isso em rendimento. Por isso a orientação nutricional adequada impacta diretamente no desempenho esportivo do atleta.