Confira tudo que rolou em J-Bay e os momentos que vão ficar para história do surfe

A sexta etapa do Circuito Mundial de Surfe de 2017, nas praias de Jeffreys Bay, na África do Sul, entrou para a história do esporte. Foram inúmeros os elementos que abrilhantaram esta competição tão especial. Entre a primeira vitória de um brasileiro nesta etapa, tivemos também a presença de tubarões que acompanharam de perto os atletas, um festival de notas 10, como nunca registrado no evento, e claro, um novo estilo free surf de aproveitar as longas direitas de J-Bay. Filipe Toledo foi o protagonista de vários episódios nessa marca histórica, que também contou com uma linda onda surfada por um barco que invadiu a área de competição no intervalo entre as baterias.

Redação Torcedores
Textos publicados pela Redação do Torcedores.com.Contato: redacao@torcedores.com

Crédito: Foto: Reprodução/Globo Esporte.com

Surfe de qualidade: nota 10

Filipe Toledo, com apenas 22 anos, fez história. Foram dois aéreos em uma mesma onda, que lhe valeram aplausos de pé, depois ele completou a onda com o estilo clássico do surfe e suas rasgadas. Na maioria das baterias que participou, o nível das notas foi muito elevado, mostrando a nova realidade do surf, com estilo livre, ondas rápidas e muita diversão (clique aqui e confira a onda dos sonhos surfada por Filipe). Esta bateria das quartas de final do brasileiro contra Jordy Smith foi apontada pela organização do WSL como a melhor da história de Jeffreys Bay. Em um feito inédito nesta etapa, ao todo foram oito notas máximas conquistadas pelos melhores surfistas do mundo nas 50 baterias que foram disputadas nesta competição.

Os tubarões de J-Bay

Como não poderiam deixar de aparecer para a festa? Os tubarões mais uma vez assustaram os surfistas em duas baterias da competição. Na quarta-feira (19), um deles saltou da água durante a bateria em que competiam Filipe Toledo, Jordy Smith e Julian Wilson. A prova foi imediatamente paralisada e os atletas foram retirados em minutos da água para preservar a integridade física dos surfistas (clique aqui e confira o vídeo do tubarão). No dia seguinte, na bateria entre Gabriel Medina e Mick Fanning, um drones registou um tubarão ainda maior nadando tranquilamente próximo a área de competições. Os surfistas novamente foram retirados da água e logo que a organização conseguiu afastar o animal, os competidores voltaram para decidir a bateria, que estava nos minutos finais.

Este ano os organizadores do WSL usaram uma nova estratégia para garantir a integridade dos atletas devido a quantidade de tubarões que são registrados nas águas geladas de J-bay. Foram utilizados ainda mais jet skis com fiscais, câmeras, drones e o dispositivo eletrônico “shark shield”, que funciona como um sonar emitindo ondas que repelem os animais, e ajuda a detectar a presença dos tubarões, e parece que tudo funcionou. Nenhum incidente aconteceu como o registrado em 2015, quando Mick Fanning lutou com um tubarão nas águas durante a etapa final.

Estilo “surfe de barco”

E para finalizar a onda de peculiaridades de Jeffreys Bay, um barco protagonizou uma das cenas mais inusitadas da competição. A equipe de segurança se perdeu no cálculo da posição onde deveria estar, e foi surpreendida ao entrar na zona de impacto dos super tubos de J-Bay. Ao perceber o perigo, o piloto do barco acelerou e foi cortando as ondas para evitar um acidente maior (clique aqui e confira como foi a onda do barco).