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“Deveríamos ter gasto nosso dinheiro com outras coisas”, diz Serginho sobre Rio 2016

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Crédito da foto: Reprodução/Facebook/Serginho

O jogador de vôlei Sérgio Dutra Santos, mais conhecido como Serginho, concedeu uma entrevista ao Torcedores.com. No bate-papo, ele comentou sobre o seu livro, que foi lançado recentemente em São Paulo. Ele também falou sobre a sua passagem pelo voleibol italiano e os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Serginho revelou que preferia que os Jogos Olímpicos de 2016 não tivessem sido realizados no Brasil. O jogador também lamentou a atual situação política do país.

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“Eu fico muito triste com o atual momento político do país e a atual situação de todas as instalações, com algumas totalmente paradas. Esse foi um dinheiro que poderia ter sido gasto na educação e principalmente na saúde”, disse o líbero, que defenderá as cores do Corinthians.

Por outro lado, o atleta destacou o legado que os esportistas deixaram para o povo brasileiro e elogiou a estrutura do evento. Segundo Serginho, durante os jogos tudo funcionou perfeitamente.

“Acho que o legado fica com o exemplo de cada atleta, que foi ali e derramou o seu suor pelo país e pelas pessoas. A estrutura do evento foi maravilhosa. Das outras três Olimpíadas que eu joguei, essa do Rio de Janeiro foi um absurdo. Tudo funcionando muito bem, ninguém tem algo para reclamar. Mas acredito que a gente deveria ter gasto nosso dinheiro com outras coisas”, afirmou.

O líbero também comentou sobre a época que passou pela Itália. O jogador revelou que teve muita dificuldade no seu primeiro ano no país.

“No primeiro ano foi muito difícil, eu sofri bastante, por conta dos campeonatos serem de ponta a ponta e o inverno também. Peguei neve e não estava acostumado, mas foi uma passagem muito legal da minha vida, na qual eu tive a oportunidade de jogar ao lado de grandes jogadores. Foi uma passagem boa e uma história legal também”, relatou.

Serginho tem uma grande história no vôlei. Ele é detentor de quatro medalhas olímpicas, duas delas de ouro e as outras duas de prata. O atleta é apontado por muitos como o maior líbero da história do vôlei.

Ele e o jornalista Daniel Bortoletto, do Lance, elaboraram um livro contando a sua história. Serginho também comentou sobre.

“Eu fico muito feliz. Eu quero que esse livro motive as pessoas para que elas nunca desistam dos seus sonhos. Eu sempre acreditei no meu e deu tudo certo e acho que as pessoas não têm que desistir de nada. Esse livro conta a história de um cara que sempre correu atrás das coisas, um cidadão normal, igual a todos, que ri, que chora, que sofre. Eu sou igual a todo mundo, as minhas medalhas olímpicas que eu tenho em casa não me tornam diferente de alguém”, comentou.